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PERDÃO!

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Dorme comigo o meu pior inimigo: a minha natureza.

Ela não é assassina, não é “manicona”, não é extorsionária, não é monstro, mas é impulsiva, às vezes inconsequente.

Se eu não for capaz de reconhecer meus erros, não serei digno de olhar pra minha mãe, que me ensinou a pedir desculpas; olhar para os meus filhos, que conhecem o velho pai, e conversar com meu Deus, que é rico, poderoso e festeiro, que não tolera pecado, mas aceita o pecador, desde que este reconheça suas iniquidades.

Reconheço que fui injusto com o Clube do Remo num humor pastelão, que agradou uns, mas feriu suscetibilidades de quem ama o Filho da Glória e do Triunfo.

Em estado de genuflexão, admito que sou limitado, tenho meus limites, meus arroubos e, neste momento, penso e me inspiro em figuras bíblicas como Zaqueu, Samaritana, Nicodemos, o bom ladrão para pedir desculpas à instituição Clube do Remo.

Aos 74, na curva do tempo, tenho me questionado por que sou assim. Continuarei pecando, porque minha essência é ser pecador. No entanto, tenho medo de ser soberbo e não reconhecer que errei.

Este Clube que me recebeu, em 1980, como repórter setorista, e de onde partir pra conhecer o mundo, tendo às mãos generosas de Jorge Dahas, que me incentivava a ir à UFPA, e me doava 2 kg de carne todo sábado pra levar pra casa, e de João Braga de Fárias Júnior, que me salvou de despejo de apartamento que comprei no Império Amazônico de quem morou por muito tempo e não pagou prestações à imobiliária, dona do empreendimento.

Ao presidente Antônio Carlos Teixeira o meu arrependimento se o deixei triste, mas olhe pro passado, não muito distante, que eu fui o único nesta cidade a lhe defender, quando dois remistas queriam lhe meter a carapuça de corrupto, ladrão. No meu estilo, fui pra cima pra e defendi sua honra.

Aos que me insultaram de jornalista “Zeca Diabo”, “mucurento” não me atingiram, porque nenhum desses “paus-de-sebo” ou “papagaios” têm o que tenho: credibilidade! E pra chegar aonde cheguei, terão que remar muito.

Este texto é fruto do meu coração.

É o que há!

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