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“PERDEU, MANÉ…”

O futebol brasileiro é a cara do Brasil.
País dividido entre o bem e o mal.
E os dois “têm medo da maçã”.
Dois temas estão nas bocas e nas dicas mundiais: a seleção canarinho e a expressão vulgar do ministro Luis Roberto Barroso (STF), na porta de um hotel em NY ao ser criticado por bolsonarista: “Perdeu, mané, não amola!”
Linguagem brejeira foi estampada em todos os grandes jornais do mundo, e o ministro me deu o que entender – de duas, uma – que votou no Lula e a minha cisma aumentou em relação às urnas.
Assim como o país vive a cisma das urnas eletrônicas, curte-se também o devaneio de resultados “fabricados” fora dos campos.
7 de junho, “Zerão”, em Macapá, série D: Trem-AP 10 a 2 Náutico-RR.
Após jogo, diretor do time roraimense, Marcelo Pereira, foi à DP e registrou BO, solicitando à polícia e a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) investigações sobre o “surreal” resultado da partida: “Não tenho nada a ver com a manipulação do resultado do jogo. Não sei se deu apagão. Não estavam com vontade de jogar…Foi esculacho!”.
Dos 22 atletas, o que se sabe é que um é sócio de uma banca de apostas “on-line” em Castanhal.
É moda no mundo, times adentrarem aos campos acompanhados de inocentes crianças, mas, no íntimo de algumas cabeças maldosas, estão a manipulação de resultados, passando por muita gente.
Em sã consciência, com as bancas pagando três, quatro, cinco por um, quem dentre um árbitro de futebol (péssima índole), escalado para uma partida, não poderá determinar a um parente chegado uma aposta: “Aposta cinco por um no primeiro amarelo para jogador do time…” E o amarelo acontece.
“A manipulação de resultados no futebol internacional tornou-se uma epidemia, assim como o tráfico de drogas, a prostituição e o comercio de armas ilegais… O jogo mais popular do mundo é também o mais corrupto do mundo”, diz Brett Forrest, em JOGO ROUBADO, que tenho na minha humilde estante.
Havia tempos, em Belém, que um dirigente dizia: “O meu melhor atacante é o bandeirinha”.
Depois de muitos anos apitando, em Belém, famoso árbitro me revelou um dia: “Desde que queira, em qualquer jogo, o árbitro faz o resultado sutilmente: a bola não chega no gol ou qualquer empurrão marca pênalti”.
Na era VAR, as cabeças maldosas não respeitam imagens.
Então, “perdeu, mané!…”
É o que há!
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