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TOTÓ, TALENTO E SURREALISMO

Aprendi com o “professor” Tite como fazer variações táticas em futebol.
Finalmente, Tite foi didático e cirúrgico contra a Servia.
No primeiro tempo, seleção canarinho não criou, mas não sofreu.
A forte marcação dos sérvios não permitiu que o meio-campo brasileiro criasse, e os atacantes penetrassem, tocassem e finalizassem.
Gudely (8) não largou Neymar; zagueiro Milenkovic, marcando Vinícius Júnior por pouco não entregou a rapadura, aos 41’.
O jogo coletivo dos canarinhos, com os atacantes jogando no perde e pressiona, mostrou que Tite começou bem, quando se definiu por um atacante de área, embora no primeiro tempo não houvesse profundidade.
Longe de ser brilhante, no primeiro tempo a canarinho não correu risco, aparecendo Casemiro como o jogador multiuso no setor de meio-campo.
Nos pés de Raphinha e Vinícius Junior, Brasil teve chances de fazer gols, mas esbarrou em Vanja.
No vestiário Tite aplicou o antídoto: compactou as linhas e avançou Paquetá jogando mais próximo de Neymar, e a seleção aplicou totó, bailou e finalizou por duas vezes.
Simplesmente, suntuoso e talentoso as qualidades dos atacantes Neymar, Vinícius Júnior, Raphinha e Richarlison.
De cara, Raphinha desperdiçou aos 30’ do segundo tempo.
Sem dá espaço, onzena canarinho fez jogo coletivo, compactando os três setores e apareceram os talentos individuais.
Aos 14’, Alex Sandro meteu no pé do poste esquerdo do goleiro sérvio.
Em jogada de craque, Neymar enfileirou e na sobra aparece Vinicius Junior, que chutou e o goleiro reboteou: Richarlisson faz Brasil 1 a 0, aos 17’.
Brasil transforma o jogo numa roda, em que os canarinhos esbanjavam talento e brincaram de pintar obra de arte.
Em velocidade, Vinicius Junior chega pelo lado direito e cruza à frente da área, e Richarlisson ajeita com pé esquerda e aplica o voleio com o direito: Salvador Dali deu solavancos na cova… Uma tela pintada com os pés: 2 a 0 Brasil, em pleno deserto, daí o surrealismo ser a plasmação do real de forma irreal.
Segunda-feira, 28, que venha a Suíça.
É o que há!
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