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“PEQUENOS GRANDES SEGREDOS”

Quedo-me ante minha birra de pontuar que a Federação Paraense de Futebol (FPF) não tinha nada a ver com a desgraça que se abateu ao PARAZÃO/23.
Tem. E como tem! Desculpas!
Fui alertado por um advogado e ex-dirigente que a FPF, como gestora da competição, deveria “ter banco de dados” dos atletas inscritos na competição e informar aos filiados.
Fui em busca dos fatos: cheguei ao presidente do Conselho Deliberativo do Bragantino, Cláudio Wagner, à época presidente da diretoria do clube, que me fez relato minucioso.
“Em dezembro de 2021, mandei ofício à FPF e ao TJD-PA solicitando informações sobre as situações dos jogadores e nada foi respondido. Em janeiro de 2022, voltei a mandar expediente ao TJD e à Federação, e a resposta da corte foi de que a secretária estava acamada. E a Federação continuou calada. Na última rodada do Campeonato, fui informado que o Hatos “estava suspenso” pelo presidente do TJD.
É provincianismo! É coisa de aldeia! É sério e compromete o PARAZÃO do ano passado.
Terça-feira, 31, STJD sinaliza quem tem razão. Se o Paragominas ganhar a parada, “Águia de Marabá perde 7 pontos, mas não seria rebaixado, porém não se classificaria à segunda fase do PARAZÃO/22”.
“Bragantino perde todos os pontos e seria rebaixado, e o Itupiranga se classificaria para a segunda fase do Campeonato”.
“A vida é feita de pequenos grandes segredos”, e, certamente, o futebol paraense pena, sofre porque não se leva à sério a sua linda história.
Assim como o Iluminismo gerou mudanças na sociedade europeia, nos séculos XVII e XVIII, o futebol paraense precisa, urgentemente, de iluministas que tenham luminosidade de ideias e coragem para mudar o que deve ser mudado – e sairmos das “aldeias” que nos limita o pensamento.
É o que há!
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