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RESPEITO E GRATIDÃO

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Pelo Paysandu, tenho amor.

Respeito e gratidão pelo Clube do Remo.

Amor e respeito são atitudes; portanto, não é forma, é conteúdo.

Quando saí de casa, em Macapá, em maio de 1979, trazia comigo sonhos – e um desses era de entrar na Curuzu, e sempre acreditei que sonhos passam por pessoas. O destino foi um aliado visceral comigo.

Em Belém cheguei repórter, mas fui ser redator do Jornal da Tupi – TV Marajoara -, e nos corredores dos Diários Associados vivia um Gandur Zaire Filho, que, casado com uma macapaense, conhecia meu trabalho na Rádio Educadora São José de Macapá.

Em 1980, Zaire me indica para José Maria Simões, chefe da nova equipe esportiva da Rádio Guajará.

Lá vou eu. Sendo bicolor, Simões me escala para ser setorista no Baenão, e fui recebido pelo monumental Jurandir Bonifácio, que me apresenta Jorge Dahas, o diretor da Toca do Leão.

Dahas foi meu primeiro “pai” nesta terra: conhecendo minha história, me dava 5 cruzeiros, todo sábado, para ir à UFPA, e dois quilos de carne para levar pra casa para alimentar minha família.

Em Macapá, a gostosinha vende a casa e vem pra Belém com mala e cuia e as duas “sementinhas”, e após alguns meses morando alugado, compro “ap” no Império Amazônico, com os recursos trazidos da terrinha, mas o vendedor morou dez anos no imóvel e nunca pagou prestação e condomínio. Lá um dia, veio o despejo.

Juruca, o mais azul da cidade, ao saber da desgraça, me levou ao encontro de João Braga de Farias Jr, presidente do BNH (Banco Nacional de Habitação), na Pe. Eutíquio.  Fui salvo de ser posto na rua, porque este filho de Deus teve compaixão de mim e facilitou a negociação ao meu favor.

É impagável o que Dahas e João Braga fizeram por mim. Daí minha eterna gratidão a esses dois azulinos.

Nestes 118 anos do Filho da Glória e do Triunfo, tenho a honra de dizer que tudo que sou, começou no Baenão. Minha primeira viagem ao Paraná e Rio Grande do Sul com a delegação remista.

Clube do Remo, a instituição, é intangível, e dentro do Baenão a minha curica empinou pra ser o que sou hoje nesta terra, sem mudar meu verdadeiro caráter.

Não sou frio e nem vivo distante do Remo, porque ele está em mim todos os dias, inobstante o amor e ódio de quem não me tolera.

Macapaenses, eu e o símbolo (Leão Azul) silencioso e luminoso, e este velho repórter uma ideia madura de vida, que honra o Filho da Glória e do Triunfo.

É o que há!

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