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FUI IMBECIL

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Senti saudade de Jaime Bastos.

Lembrei de um passado que não volta mais: “Hahahaha! “Eu queria ser imbecil por 10 segundos”, dizia o “Neca-Neca”, quando alguém falava asneira no rádio.

E de um sentimento nostálgico em que o os momentos que vivi, como repórter, foram melhores que o presente. Tem muito ladino no futebol paraense e que adora “comer” sozinho.

Fui convidado para uma “oficina” no Mangueirão, e quando lá cheguei, cedo, aproveitei pra ouvir reclamações de colegas de TV por terem que aceitar, domingo passado, a separação entre cinegrafistas e repórteres.

Ao pé do ouvido soube que a atual diretoria da FPF deseja comandar o programa “cebefiano” GOL DO BRASIL, mas que hoje está sendo gerenciado pela SEEL.

Todo corrupto adora “boquinha”.

“Work Shop” não contou com a presença do dono do trono da Secretaria de Esporte e Lazer, Cássio Andrade, mas na “oficina” estiverem presentes os engenheiros Rui Cabral e Arnaldo Dopazo (secretário de Obras e adjunto) e o dono do trono do Mangueirão, Maurício Bororó, a quem falei da minha insatisfação da presença do jornalista especializado em gestão, Fernando Torres, para dá aula a uma plateia de radialistas e jornalistas, sobre a arena Mangueirão.

Primeiro:  mostrou-se, em vídeo, sentado no gramado do Maracanã, de braços abertos: “É assim que me sinto aqui, e que estou havia 7 anos sem pisar em Belém, e não vim aqui pra dá aula de Mangueirão a vocês”. Vi cabotinismo.

Segundo: “Em arena nenhuma rádio tem cabine. Ficam nas cadeiras”. Não é verdade.

Terceiro: “O Mangueirão não perde pra nenhuma arena no mundo”. Verdadeiro!

Levantei-me e peguei o beco. Cansei de ser “imbecil” por alguns minutos.

Ao dizer que nenhuma rádio tem cabine em arena, faltou com a verdade: a Rádio Tupy, no RJ, continua fazendo transmissões esportivas das suas cabines nas arenas Maracanã e Engenhão.

Emissoras tradicionais de BH não perderam suas cabines na arena Mineirão. Continuam trabalhando nos locais de sempre.

Não sei quem indicou, quem o trouxe a Belém, e quanto recebeu (não me interessa), mas em vez de trazer jornalista que não conhece nossa realidade e cultura, a SEEL deveria fazer, sim, “oficina” ouvindo às inquietações dos jornalistas e radialistas paraenses. Seria muito mais eficaz.

Pra arrematar: clubes aproveitaram a bondade do governador e venderam os 12.500 ingressos e liberaram sócio torcedor. É uma nhanha!

É o que há!

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