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“LEI É POTOCA”

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Em campo, em dois contra-ataques letais, Remo “apagou” o Corinthians paulista pela Copa do Brasil.

Nos arredores da arena Mangueirão, um “monstro” atirou uma bomba caseira e atingiu Rafael de Moura Merenciano, 37, engenheiro civil, pertencente à torcida organizada Pavilhão 9, que caminhava em direção ao estádio, para assistir ao jogo Remo e Corinthians.

Socorrido, Merenciano morreu no “Metropolitano”, e outro torcedor, Vinicius de Souza Dutra, 28, paulista, foi atingido por bala e está internado no Hospital Metropolitano.

Não é a primeira vez que torcedor morre ao se dirigir ao estádio Mangueirão: em 22 de abril de 2007, antes de um RE-PA, o menino Felipe Mateus Lima de Almeida, 11 anos à época, foi atingido por um artefato caseiro, no estacionamento externo do estádio, arremessado pelo assassino Allan Soares, 28, que foi preso em flagrante.

Na quarta-feira, 12, em decorrência dos fatos, CelPM Juniso, que comandava o policiamento na noite do jogo, no Mangueirão, determinou o fechamento dos portões do estádio 30 minutos antes do início da partida, e, assim sendo, muita gente, com ingresso na mão, não teve acesso ao estádio.

Pelo celular converso com o oficial PM responsável pelo policiamento, no Mangueirão, CelPM Juniso, que de forma educada, me atende e diz que está “preparando relatório” para ser entregue ao comando geral da PM. Não informa a essência do documento.

Após o jogo, presidente Fábio Bentes, em coletiva, esclareceu que o Clube registrou BO se eximindo de culpa sobre fechamento dos portões do estádio e pediu desculpas aos torcedores prejudicados.

Para os operadores do direito, “não há fundamentação legal na argumentação do presidente Fábio Bentes”. A lei é clara. Objetiva e direta sobre direitos e obrigações dos mandantes dos jogos de futebol nos campos brasileiros.

“De um modo ou de outro o CR pode ser demandado na justiça por cada torcedor prejudicado, com vistas ao ressarcimento pelo dano material (devolução do valor do ingresso) e por dano moral. Houve falha na prestação do serviço por parte do Remo”, pontua advogado Ruy Mendonça.

Na Delegacia Virtual da SEGUP-PA pipocam BOs de torcedores querendo providências de quem de direito.

É fato: o mandante é o responsável pela segurança. É o que diz a lei. Mas, no Brasil, “lei é potoca”.

É o que há!

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