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A PERGUNTA IMBECIL

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“Eu sei o que nada sei” de Língua Portuguesa.

Não gosto de usar o verbo “achar” no sentido de “pensar”, porque “quem acha não tem convicção no que diz”, afirma a consagradíssima Marilena de Souza Chaui, escritora e filósofa brasileira reconhecida internacionalmente.

Mas, reconhecidamente, no jornalismo brasileiro todos “acham”. É, portanto, lugar-comum em rádio, TV e jornal de papel.

Percorrendo imensa “praia”, ao longo dos 51 anos, começando por Macapá, convivi com cerebrais que me ensinaram muito do que sei, porque fui corrigido e quando indeciso perguntava.

Italiano Jorge Basile, diretor da rádio Educadora “São José” de Macapá, que foi o primeiro a me informar que a “Língua Portuguesa é uma das mais difíceis para se falar e entender, porque a gente fala de um jeito e escreve de outro, e uma palavra tem vários significados”.

Em Belém deparei-me com Jaime Bastos que não perdoava, no ar, quem falasse besteira”. “Hahahaha! Eu queria ter 10’ de imbecilidade!”.

Foi o “Neca-Neca” que certa vez me ensinou: “Chame o técnico de futebol pelo nome e demonstre a ele que você fez leitura tática do jogo, que ele passa a lhe respeitar”. Gravei no meu “HD”.

1982: chega na Curuzu técnico César Moraes, o “Gury”, que me deu liberdade para lhe indagar sobre minhas inquietações táticas aplicadas pelos técnicos de futebol durante os 90’.

Na década de 90, “Gury” volta a Belém pra trabalhar no Baenão e eu e ele estreitamos amizade, ao ponto de, vez por outra, almoçarmos na orla de Icoaraci.

Papo vai, papo vem sobre futebol, Gury me revelou que o “bom técnico é o que sabe aplicar conhecimento aos jogadores nos 15’ de intervalo de uma partida de futebol”. Prevalece até hoje.

“Nunca inicia coletiva pedindo para o técnico fazer avaliação do jogo, ele intui que o repórter não sabe nada de esquema tático. Viu o jogo, mas não soube interpretar, e o técnico fica livre pra responder com linguagem, às vezes, difícil”, ensinou-me o excelente César Moraes.

Há, no Brasil (rádio e TV), e, em Belém, quem indague “faça sua avaliação do jogo” para os técnicos Marcelo Cabo (CR) e Márcio Fernandes (PSC), ambos ricos em variações táticas, que diante de indagação imbecil deitam e rolam com a linguagem “futebolês”, que os “papagaios” nada entendem.

Futebol é injusto, mas eficaz, inclusive na linguagem.

Então, viva! Guarany Jr, Agripino Furtado, Chico Chagas, Jurandir Bonifácio, Nonato Santos, Adonai do Socorro, Nelson Torres, José Lessa, Lino Machado, Paulo Fernando, Paulo Sérgio Pinto e outros que me fogem à memória, mas que não faziam (e não fazem) perguntas imbecis!

É o que há!

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