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RODA DE BOBO

Pra quem é velho como eu, 50 anos de ótimas aulas, o futebol praticado pelo Fluminense de Fernando Diniz não é novidade.
A diferença é que o tricolor carioca tem jogadores com técnica refinada e excelente visão de jogo.
O diferenciado em futebol, joga de cabeça empinada e a bola quase que “colada” aos pés.
E um “professor” que sabe aplicar a didática da linguagem futebolística.
Quem corre é a bola através de passes curtos e velozes e a marcação em bloco tanto defensivo como ofensivo. Tem que ter excelente preparo físico.
Fluminense é um “vulcão” no meio-campo e destruindo os adversários pelos lados, com os laterais se infiltrando pelo meio.
Paysandu 0 x 3 Fluminense, pela Copa do Brasil, vi uma imensa roda de bobo, que na Espanha é “bobinho” e em outros países “rondo”, sistematizado por Johan Cruyff, no Barcelona, no período de 1988-1996 e que entrou para a história com a marca de o “dream team”.
Roda de bobo é uma “atividade que consiste em círculo formado por jogadores, que passam a bola entre si à máxima velocidade possível, com um toque só, tentando evitar que o atleta (ou atletas) dentro do círculo não toque na bola, ou seja, não a recupere. Quando há o toque na bola de quem está dentro da roda, ele troca de lugar com o atleta que a perdeu. Naturalmente, os jogadores que estão na parte interna sofrem e correm muito mais perseguindo a bola que os que estão no perímetro, apenas trocando passes entre si”. São toques rápidos e a forte a marcação.
E o antídoto pra quem joga desta forma? A forte marcação na saída do goleiro, pressionando, a fim de recuperar a bola e quando isto acontece, o adversário está próximo do gol.
O Fluminense muda a bola de um lado para o outro, dribles curtos como os de Ganso, no meio-campo, e troca rápida de passes.
É isso aí!
É o que há!
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