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PALCO MODERNO, MAS VELHAS PRÁTICAS
O mesmo sistema de catracas que há nas arenas mais modernas do Brasil, há no Mangueirão.
Maracanã, Allianz Parque (Palmeiras), Néo Química (Corinthians) público, renda e caronas são anunciados pelas emissoras de rádio e TV ainda com a bola rolando, servindo de subsídios para os comentaristas.
Desde que o Mangueirão foi reinaugurado, em 9 de abril (domingo de páscoa), já houve 13 jogos, e ainda não ouvi emissoras de rádios e TVs anunciarem público e renda.
Após 24h do jogo é que a Federação Paraense de Futebol – FPF – publica o borderô. Este balanço é preparado pelo departamento financeiro do clube mandante com acompanhamento de funcionário federacionista.
De nada adiantou a tecnologia avançada na nossa “catedral” se as práticas nocivas são as mesmas: não se sabe quanto rendeu estacionamento, bares alugados e tudo no Mangueirão é pelo olho da cara: um copo com água custa dez reais e um com cerveja, 15 pilas.
Penso que o PROCON, órgão vinculado à Secretaria de Justiça do estado do Pará, deveria fazer blitz aquando de um jogo no Mangueirão e divulgar à sociedade porquê da não publicação do borderô pela imprensa ainda com a bola rolando no finalzinho do segundo tempo.
Não à toa, no Palmeiras, Leila Pereira, a dama que mostra ao Brasil como se gerencia futebol, colocou cada um no seu devido lugar: futebol feminino longe do masculino, empresário “atravessador” ela não tolera, torcida organizada não tem vida boa, e agora acabou com a nhanha dos cambistas nos portões da Allianz Parque: entrada através de reconhecimento facial.
A antropofagia cabocla não nos permite crescer, porque às visões tacanhas e interesseiras são perfis dos ladinos que só pensam em ganhar dinheiro fácil.
É o que há!
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