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TURBILHÃO EM ÊXTASE

Hélio dos Anjos é a estrela da companhia bicolor.
Ao se abrir a porta da sala de desembarque do aeroporto, aparece Hélio dos Anjos, a galera grita em uníssono pelo nome do “intensidade”.
Sorrindo, acena para a multidão e eu indago se ele é doente por futebol.
“Sou doente, sim, por futebol”, responde, rapidamente, e cercado da turma do “Mamute” entra no ônibus.
Rapidamente, passa pela zona mista presidente Maurício Ettinger e em voz alta pergunto se haverá FanFest, e esguelhado responde: “Vai ter, sim!”
Primeiros minutos de segunda-feira, 25, Val-de-Cães foi invadido por um turbilhão em movimento: cantando, pulando, bandeiras empinadas, buzinaços de carros e o ronco dos motores da motociata: admirável multidão!
De olho no espetáculo humano, pego carona de um segurança para que o meu instrumento de trabalho não me fosse puxado das mãos por um vagabundo, que poderia está “filmando” um velho septuagenário.
Mas na cabeça da grande maioria, que estava nas cercanias do aeroporto, pairava a paixão, o calor humano, o êxtase de amar o Paysandu, a maior glória do futebol da Amazônia.
Meu fino leitor. Hélio dos Anjos me mostra que existem maneiras eficientes de jogar futebol: calculado e programado, sem a praga da soberba.
Quando Hélio revelou que é “velho, mas usa a cabeça”, explica, intrinsicamente, que pensa futebol noite e dia.
Tem consciência que o pilar físico no futebol foi o que mais evoluiu nos últimos 20 anos. Eis o sucesso do Paysandu.
É o que há!
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