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NOME E SORRISO

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Não me interessa o que pensam de mim e nem quero ter razão, busco a felicidade.   

Tão simples como o gesto humano, dois momentos felizes vivi na tarde de segunda-feira, 18.

No suntuoso hospital da Unimede Prime ao me acomodar esperando o painel mostrar o número que me identificava, o senhor Vilson Sena, bem ao meu lado, olha pra mim e pergunta: – Você não é o José Maria Trindade? – Sou eu mesmo! Seu criado! Como é seu nome? – indaguei pra que pudesse haver diálogo.

– Vilson Sena. Ouço você na rádio Marajoara, vejo na TV e acesso os teus “condomínios”. Você faz a diferença. O que pensas sobre às “carradas” de jogadores que CR, PSC e TLB estão contratando?

– Seu Vilson, Remo, 13 jogadores; Paysandu, 10, e a Tuna Luso Brasileira, pela primeira vez, contratou 20 atletas. É a regra do jogo! Há uma lógica oculta por trás dessas contratações, porque os nossos dirigentes pensam em títulos e não na transformação estrutural dos clubes, mas os torcedores, também, só pensam em conquistas nos gramados. Remo e Paysandu, “seu” Vilson, estão entrando numa nova ordem com seus centros de treinamentos.

 Painel anuncia 123. É o meu número.

Passados uns 30m, deixo o gabinete médico e, no elevador, me deparo com Sérgio Dias. Nos olhamos e nos cumprimentamos sorrindo um para o outro.

Porta do elevador abre. Saio. indago: – E o Remo, Sérgio? Ele sorriu. Simplesmente, sorriu e… nada falou.

Mutuamente, nos desejamos feliz natal.

No caminho em direção do “pretinho”, sou coberto de emoções positivas – simples -, que me foram dadas de graça pelo senhor Vilson ao indagar se eu “não sou o José Maria Trindade” e o sorriso dócil, amoroso de Sérgio Dias. Meu estado hedônico, proporcionado pelas bondades de dois homens, sarou-me.

Ao chegar num restaurante lotado não grite “ei, garçon, me arruma uma mesa!”

Procure saber o nome dele, e o chame. No ato você sentirá a diferença no atendimento.

É prazeroso ser reconhecido pelo nome, e uma relação social através de um sorriso recheado de união e bem-estar.

Sergio Dias, “obrigadinho”. Em você não há ódio. E eu não fui maldoso com você naquela que foi minha melhor reportagem do ano.

É o que há!

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