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“MARGARINA É UMA PRAGA”

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O nutricionista é um profissional que se apega ao conhecimento da ciência da nutrição e da alimentação do “serumano”.

Os nutricionistas chegaram nos clubes brasileiros no início da década 2000, e se firmaram na programação dos cardápios das refeições nos CTs e nas viagens e a suplementação individual dos atletas.

Desde há tempo que ouço dizer que “somos o que comemos” e que pra se ter um corpo saudável é necessário “tomar café como príncipe, almoçar como rei e jantar igual mendigo”.

Caio Paiva, 33, 3 anos na Toca do Leão, revelou serem verdadeiros os dois axiomas sobre alimentação, então, me fazem pensar que o sucesso de um time de futebol passa pela cozinha.

Pela busca da perfeição, não à toa, Pep Guardiola, quando decidiu ser técnico de futebol, foi ter com Johan Cruyff (técnico de futebol), Garry Kasparov (reinou por 15 anos como campeão mundial de xadrez, por pensar muito) e o bamba da cozinha espanhola, Ferran Adria “capaz de inventar uma receita a partir do nada”. Em síntese: Adria reinventa um prato já construído. É criatividade.

“Alimentos ultraprocessados (biscoitos recheados, bolos, sopas, margarina (é uma praga. Nem varejeira consome), macarrão instantâneo, o nosso cachorro quente (pão, picadinho, maionese, ketchup), refrigerantes não fazem parte de uma farta mesa dos clubes de futebol”, garantiu o jovem nutricionista azulino, Caio Paiva.

“A boa alimentação dos nossos atletas constituiu-se de alimentos fibrosos, feijão, arroz, salada, além da suplementação alimentar individual”, disse Paiva.

Sobre a margarina, o nutricionista foi severo: “É uma praga. É só gordura”.

– E o açaí? –  Indaguei. – Rico em proteínas; os atletas que gostam podem beber como suco, sem açúcar e farinha.

     Caio informou que quando tomamos açaí misturado com açúcar e farinha, acompanhado de charque, peixe frito ou camarão torna-se uma alimentação pesada e é “por isso, dá sono”.

Pelo que pude abstrair, da minha entrevista com Caio Paiva, percebi que ele executa sua profissão com paciência e paixão.

“Quando recebemos um atleta, pela primeira vez no refeitório da concentração, observo como come e o que gosta de comer. Há os que gostam de saladas, e não podem faltar o feijão (alho e azeite) e o arroz; outros, o macarrão.

(Samara Miranda e Antenor Filho, jornalistas da AI do CR, agradeço pela colaboração)

É o que há!

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