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11O: NENHUM TEM O QUE TENS PSC

Meu amor pelo Paysandu nasceu em Macapá, na década de 60, quando tive consciência que eu era humano.
Inobstante numa cidade no c… do mundo, Macapá, percebia a comunidade e o mundo através do rádio do meu velho pai, um Mullard valvulado, que eu apanhava para não mexer naquela caixa falante.
No bairro do Trem vivia o açougueiro Joaquim no seu “mercadinho 1º de Maio, que aos domingos, carregando no ombro um Transglobe, na Praça Nossa Senhora da Conceição, ouvindo Rádio Clube do Pará, ele se transformava quando o Paysandu ganhava e, como recompensa, pagava picolé no bar do turco Chafik para a garotada, eu era um desses meninos.
Brotou na minha alma o amor pelo Paysandu.
1979: chego em Belém, trazendo na bagagem o sonho de ser jornalista esportivo, mas na alma às cores alviceleste.
Após 2 anos no Baenão, aonde não neguei minha paixão para Jurandir Bonifácio e Jorge Dahas, em 1983 chego na Curuzu como repórter e me deparo com Agripino Furtado, que me ensinou a ser setorista sem mudar o meu caráter.
Se no Baenão tive ajuda e compreensão de “juruca”, na Curuzu apoio e ensinamento de um dos mais ataráxicos homens que conheço, o “Bola Cheia”, a quem o Paysandu deve muito.
Deste período pra cá, acompanhei trajetórias de homens que ajudaram a fazer do Paysandu o clube das maiores glórias do futebol da Amazônia, e o único do Norte do Brasil a fazer parte do ranking da Federação Internacional de História e Estatística do Futebol – IFFHS -, na 172º colocação.
Família Couceiro (na semana passada quando eleito grande benemérito, Tony doou ao Clube o dinheiro que emprestou à instituição quando presidente), Família Aguilera (desde o patriarca até à terceira geração com Roger Aguilera, vice-presidente), Nabor de Castro e Silva, Francisco Herse, coronel Nunes, Joaquim Ramos, Asdrubal Bentes, Hernam Souza Filho, Artur Tourinho, Miguel Alexandre Pinho, Geraldo Rabelo, Maurício Santiago, Álvaro Prata, Rômulo Maiorana, João Carlos Pontes, Izomar Souza, Ricardo Rezende, Felipe Fernandes, (que salvou a sede bicolor, em 2011, de ir à leilão na justiça do trabalho com ajuda de Dr. Naif e outros bicolores, que os nomes me fogem à memória), Toninho Assef são nomes que doaram tempo, dinheiro e glórias ao clube que detém os recordes de público no velho e novo Mangueirão e o maior número de títulos conquistados na Amazônia.
Maurício Ettinger, Roger Aguilera e Fred Cabral, os atuais mandatários, com altivez, implementam estratégias inovadoras, dotando o Clube de gestão de sucesso com a construção do CT, em Águas Lindas, com atenções voltadas para o futebol profissional, que este ano poderá chegar ao quinquagésimo título estadual e a formação de um time de qualidade técnica para a campanha da B, pensando na A de 2025, que é o sonho da atual diretoria.
Todos os nossos sonhos passam por pessoas; são imaginados para serem efetivados, desde que busquemos. (Foto: Toti)
É o que há!
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