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NÃO QUISERAM RECIBO

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Quem tem dinheiro não diz que tem.

O jactancioso come como pinto e borra como pato.

“Quem ama o clube, põe dinheiro e não exige recibo”, revelação de Roger Aguilera, vice-presidente alviceleste, em entrevista no MESÃO DO TUDÃO, BATENDO UM BOLÃO, na Rádio Marajoara, e arrematou: “Meu avô alisou. Ele e a família Couceiro sempre serviram o Paysandu com amor, sem cobrar nada em troca”.

“O ‘seu’ Nabor foi um dos que ajudaram a construir a sede alviceleste, e antes de morrer disse que não queria seu nome em nada no Clube”, percepção do mais icônico repórter setorista bicolor, Agripino Furtado. E nada há no Paysandu que empreste o nome do empresário Nabor de Castro e Silva.

“Felipe Fernandes botou pra fora as ‘ratazanas’ que havia na sede”, disse Raimundo Feliz, que foi atleta de futebol de Salão e que por alguns anos serviu dirigentes bicolores.

Eram ladinos, Feliz, que Felipe Fernandes botou pra correr. É outro que metia a mão no bolso e nunca quis recibo.

Testemunhando atos de Miguel Pinho, na Curuzu, na década de 80 e até meado de 90, ouvi o “Homem do Sapato Branco” determinar: “Ademilton e Nad, façam a fila que eu vou pagar”. Sacola de serrapilheira chegava na Curuzu “teitei” de dinheiro.

“Seu Miguel, você tem ideia de quanto o senhor já deu dinheiro pro Paysandu?”, indaguei. “Zeca Diabo, minha mulher nunca me perguntou sobre o meu dinheiro!”, engoli em seco a ironia do dirigente que dizia: “Eu ponho, eu mando!”

“Nestes 110 anos, muitos bicolores colocaram seus recursos no Clube sem que a família soubesse, porque faziam por amor, mas hoje o Paysandu apresenta estrutura de empresa, tendo na Lobo, patrocinadores, torcedores que compram ingressos e camisas o suporte essencial para que o Clube honre compromissos. Mesmo assim, muitos bicolores continuam ajudando na construção do CT”, afirmações de Roger Aguilera, arrematando que mostrou ao seu pai, Raul Aguilera, que o Paysandu não é mais aquele que os “baludos” tinham que “pagar suas vaidades”.

No Clube que deu as maiores glórias para o futebol da Amazônia há um propósito a cada novo dia.

É o que há!

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