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PALMAS! PALMAS! PALMAS!

Com a sabedoria que Deus lhe deu, Tia Maria, em Macapá, 94 anos, sempre me dizia que “não se deve contrariar o coração, porque quem sofre é a razão”.
“Meu filho, Deus nos livre dos embaraços da vida, e sempre obedecemos a nossa soberana vocação”, ainda Tia Maria, que às vezes me apego aos ditos populares que ela me dizia, havia 60 anos, para realizar meus textos sobre futebol.
Se tem espaço, em Belém, que gosto de estar é o do aeroporto de Belém, porque me realizo com que vejo e ouço.
Terça-feira, 5, em roda de desportistas, ouvi esta preciosidade: “Camilo nunca sonhou em jogar no Remo, foi Catalá que o induziu a vir ganhar dinheiro no Baenão”. Opa! Estou aqui!
“Zeca, não divulga isso!”, pediram-me. “Não divulga?! Tá legal!”, respondi.
Nas partidas que atuou vestindo a camisa azulina era visível a falta de vontade do atleta, que contrariou seu coração, mesmo ganhando o que ganhava.
Fui pra cima do executivo Sérgio Papellin, que me revelou: “Camilo foi digno, porque com o salário que recebia do clube poderia ficar até novembro, mas só quis receber os dias trabalhados”.
Não tenho dúvida que Camilo é de ótima genética e que não se interessou pelo dinheiro, mas em atender ao seu coração.
Diferente de alguns “ladrões” que “roubam” nossas “locomotivas” e quando retornam, como aconteceu com o “músculo velho” Diego Ivo, que voltou chamando pro Paysandu de “clube safado”.
Botei pra correr, porque “safado” foi quem não lhe pagou, e não a instituição, que é impessoal!
É o que há!
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