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INDISCRIÇÃO

Na zona sul de Belém, 11h desço “montanha” de 79m.
12h: estou numa outra de 70m, no centro da capital, esperando pelo advogado Gustavo Fonseca, diretor jurídico do CR, que atendeu meu pedido para uma reportagem sobre o caso “Morínigo”.
Meu encontro com o Dr. Gustavo Fonseca, 40 anos, me faz pensar em Millôr Fernandes: “Grandes advogados conhecem jurisprudência. Advogados geniais conhecem muitos juízes”, então tenho que está preparado, porque os geniais causídicos sabem como “burlar a justiça” e principalmente quando não se tem conteúdo para encarar a “fera”.
“Tudo que a imprensa publicou, tenho no meu celular. A nossa relação com o Morínigo é a melhor possível, porque ele é um ser educado, equilibrado e compreensivo”, pontuou Fonseca.
Sobre a “perseguição” dos empresários que cobram seus percentuais pela indicação do técnico ao Remo, Gustavo não nega dívida de entre 5 a 7 mil reais, no entanto, “o Remo deu preferência a quitar técnicos e jogadores”.
Diante de documento da FIFA (traduzido para a língua portuguesa) há um excerto que expressa a “confidencialidade” do contrato, então indago sobre se não houve desrespeito à ordem.
“Houve”, afirma Gustavo, acrescentando que “esta quebra de confidencialidade será comunicada à FIFA, porque temos provas de que documento chegou às mãos dos jornalistas”.
Sobre a centralização das dívidas cíveis na 13ª Vara ao comando do juiz Cristiano Arantes, advogado revelou que o débito gira em torno de 5 a 6 milhões de reais, e que com os acordos que serão processados, como aconteceu no TRT-PA com a dívida trabalhista, o débito deverá ser de 2 ou 3 milhões de reais.
“Diretoria azulina apresentará os contratos de patrocinadores ao juiz, e este subtrairá percentuais para abater a dívida sem comprometer o orçamento do Clube do Remo”, afirmou Gustavo Fonseca.
Despeço-me, agradecendo o encontro e dizendo que jamais, com as notícias que divulgo, pensei em atrapalhar o Clube do Remo.
É o que há!
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