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HÉLIO, O GENERALISTA

Hélio dos Anjos é um dos poucos técnicos do futebol brasileiro que posso chamá-lo de generalista.
Ele, recentemente, em coletiva, revelou a condição de conhecer de um tudo numa concentração de clube e às pessoas que o cercam.
Especificamente, na Curuzu, do portão de entrada, passando pelos departamentos, ao campo de futebol. Tem olhar atento pra tudo e todos.
Assim, também, era Givanildo Oliveira. Eu vi: era o primeiro a entrar em campo, pisando de jeito no gramado, a fim de encontrar uma falha, e quando detectava, chamava o responsável para repor a grama.
Inegavelmente, o time bicolor está aonde está graças a competência e aplicação profissional do técnico de futebol Hélio dos Anjos, que fez o Paysandu correr na reta final da C do ano passado. A Fiel reconhece, e não à toa o repórter Carlos Magno o apelidou de “Intensidade”.
Todavia, o homem Hélio dos Anjos é do tipo “pavio curto”; de dizer o que pensa no papo reto, não tolera interferências no seu trabalho e sua relação com “atravessadores” de jogadores de futebol não é das melhores, porque o técnico Hélio dos Anjos conhece os mercados nacional e internacional. Não é todo jogador indicado por “atravessador” de empresários que o “Intensidade” aceita. Passou seis anos no mundo árabe.
A animosidade entre Hélio e Ari nasceu no Náutico, porque o técnico não concordava com as indicações do Ari. E o Náutico acabou rebaixado, e o Ari é figura intragável no clube pernambucano.
Ao chegar na Curuzu, Hélio revelou sua indiferença com o executivo bicolor, mas o aceitou porque o presidente Maurício Ettinger minimizou o drama. E os dois, cada um na sua.
Com as chegadas de Paulinho Bóia e Cazares, Elis Garcia e Juninho são reservas, e a condição de “banqueiro” do venezuelano mexeu com a cabeça “maldosa” do empresário do qual o “atravessador” é parceiro e “coronaviraram” que Elis Garcia estaria interessando ao futebol árabe. “É papo furado. O Hélio está puto!”, cochichou-me fonte real.
“Não sabemos de nada. Mas se quiseram levar, que paguem a multa rescisória que há no contrato”, revelou-me Roger Aguilera por ocasião do plantio de grama do segundo campo, no CT “Raul Aguilera”, em Águas Lindas.
Hélio dos Anjos assimilou a malignidade de Ari Barros por conhecê-lo de velhos de carnavais, mas mugiu e tugiu e a diretoria mantém-se em silêncio absoluto.
É o que há!
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