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CADEIRADA

A arte imita a vida ou esta imita àquela? Não sei! Só sei que imita.
A cadeirada de Datena no Marçal, na TV, em debate pelo trono da capital paulista, me fez lembrar da peça teatral MIL PALHAÇOS, de Herb Gardner, levada ao palco pela primeira vez em 1965, nos EUA.
Professor Lebihan, francês, dono da cadeira de História da Arte, na UFPA, na década de 80, falava, com desenvoltura, da peça e nos dizia, “quem nunca sentiu vontade de dá uma cadeirada em alguém?”.
Um dos excertos da peça é a fala do palhaço que serve para que nós façamos reflexões: “Quero que ele conheça exatamente a coisa especial que ele é, senão não perceberá quando ela começar a ir embora. Quero que ele permaneça desperto e veja as possibilidades mais loucas. Quero que ele saiba que vale a pena fazer de tudo só para dar ao mundo um pequeno pontapé quando se tem a chance. E quero que ele saiba a razão sutil, fugidia e importante pela qual nasceu humano, e não uma cadeira.”
Gostosinhos e gostosinhas, meus finos leitores, vocês estão lendo, e com a cara de quem comeu e não gostou, intuindo que estou doido ou aos 74 batendo merda, mas não é nada disso não, é que, nós, seres humanos, não podemos ser consertados como cadeiras, e, por assim ser fadados as nossas imperfeições, e neste tema a educadora Elisama Santos afirma que “esquecemos, sem perceber, a razão especial, fugidia e importante pela qual nascemos humanos e não cadeiras”.
Francamente, sem pejo, sinto vontade de sapecar cadeirada em corrupto, que assalta cofres públicos e se acha do caralho, quando não passa de bandido perigoso; ladino que compra igapó em nome de clube; ladrão que foi expulso de clube; vagabundo (não é empresário) que não trabalha e vive dentro dos nossos clubes viajando pra cima e pra baixo como se fosse “baludo”; “Zé da Boquinha”, arauto da moralidade, mas que serve camafeu e corrupto; os assaltantes que encontraram o cofre aberto, e sem arrombarem a porta, levaram R$ 427 mil, em 1.11.2015, da sede do CR, e até hoje a polícia não explicou o assalto. Diz-que assalto! Me engana que gosto!
Cadeirada naqueles que usam a maior plutocracia do mundo, o futebol, pra fazer propaganda de casas de encontros.
Cadeirada em falsos “amigos” que jogam a gente de encontro ao chefe, pensando em se dar bem na vida.
Diante das minhas imperfeições, estou na fase de indagar a DEUS, o meu que é rico, poderoso e festeiro, quem eu sou.
Não podemos esconder o que vive dentro de cada um de nós, humanos. (Foto: Google)
É o que há!
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