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FUTEBOL: A ARTE E O JUÍZO DE VALOR
“Futebol é um jogo de erros”.
Em 90 minutos de uma partida de futebol há ciência exata e não o “se”, esta conjunção apassivadora que atenua os fatos.
Portanto, cada um tem seu juízo de valor, igual a uma obra de arte que há quem veja beleza e outro feiura.
Mário Quintana, certa vez, inquirido sobre um poema seu, respondeu: “O que Deus quis dizer com este mundo?”.
“Como querem entender meus quadros se eu que que os faço não entendo?”, respondeu Salvador Dali o gênio do surrealismo.
De todas as artes, o futebol é excêntrico, diferente por apresentar, às vezes, a plasmação do real de forma irreal, daí a injustiça com quem não fez fazendo e a eficácia de quem aproveita às oportunidades.
Por mais que se rejeite ou não entenda, nas outras obras de artes não se apedreja, não se destrói e nem se torce contra o seu autor, como acontece no futebol, que quem diz que ama, apedreja, mata, esfola e há camafeus, corruptos, ladinos, Zé da Boquinha que se aproveitam da arte, que é o de jogar bola, para subtrair vantagens próprias e, agora, cinicamente, desafoga o momento pelo qual passa o nosso futebol. É bandido da pior espécie! Como todo corrupto, bandido é!
Um é andarilho, dois são parceiros, e três formam bando ou quadrilha!
Infelizmente, estão aí, e os nossos clubes continuam debaixo de arquibancadas, e eles vivendo nababescamente viajando pra cima e pra baixo às custas de entidades.
Não pretendo chorar o leite derramado sobre o que aconteceu na Curuzu na noite de segunda-feira, 23, quando o time alviceleste perdeu de 1 a 0 para o Sport Recife, um time que entrou em campo pra se defender e levou 3 pontos, mesmo porque o time do Paysandu foi incompetente nos momentos de finalizar com perfeição.
Não vejo excelentes jogadores no elenco bicolor, mas, também, não os são piores de todos, e sim falta o equilíbrio necessário aos atletas que erram passes de palmo em cima e não sabem se posicionar dentro de campo; a falta de antevisão para os atacantes tocarem a bola no contrapé do goleiro.
Técnico de futebol é um pedreiro, portanto, um construtor de ideias, de como o seu elenco deve jogar.
No time bicolor falta a clarividência, o que efetivou Rodrigo Santana no Baenão, que teve a capacidade de intuir os fatos, daí o atrevimento, a ousadia de saber ver o mundo que o cerca dentro de campo.
Não consigo entender como alguns humanos torcem pela desgraça do outro, sendo este outro seu “irmão”. E se matam!
O apito, que me recuso chamá-lo de árbitro de futebol, meteu a “mãozona” no Papão, que, inobstante, todas as falhas técnicas, perde mais uma para um apito desonesto.
Com todas as dificuldades, os pensamentos negativos de quem adora ver a desgraça do outro, “Paysandu é o clube das causas impossíveis”, diz Eliércio Santino, e permanecerá na B. Fé, esperança e amor!
É o que há!
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