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PRODUTIVO E EDIFICANTE

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Presidente Antônio Carlos Teixeira e o executivo Papellin estão de almas lavadas.

Porque são verdadeiros, honestos, justos, puros, amáveis e encontraram Rodrigo Santana, um técnico de futebol produtivo e edificante, “pedreiro” de mão cheia que não senta tijolo sem o nível e o prumo.

Cheguei sábado no Baenão, 9h, e indaguei a um funcionário se o dono do trono azulino pagava em dia funcionários. “Zé, dia 27 ou 28 o salário tá na conta”, respondeu-me sorridente, sacramentando a ascenção: “O Remo ganha o jogo!”.

Após coletiva, no corredor do estádio, falei pro Rodrigo Santana: “O Remo será B, amanhã!”. “Que Deus te ouça, Zé”, respondeu-me o “pedreiro” construtor deste time azulino.

Percebi no semblante do jovem técnico que nele havia fé, esperança e amor no que fazia dentro do Baenão.

A força de Rodrigo Santana sempre esteve na convicção dos seus sentimentos e a certeza das suas necessidades como técnico de futebol. Não se acomodava. Buscava reconstruir o seu time.

Não é “profetada”, é intuição de quem via o ambiente azulino, que tudo conspirava a favor do Leão Azul, desde a primeira fase quando o time se classificou com 26 pontos, contrariando os “profetas do apocalipse” que afirmavam que o Remo precisava de 28 pontos. Deu errado!

1 a 0 Remo contra o São Bernardo, aos 47’ do primeiro tempo, Ytalo, após bola metida no travessão de Marcelo Rangel, aos 46’, em chutaço de Kaike, com a bola chegando aos pés de Rafael Castro, este para Raimar, que driblou dois adversários, e serve Jaderson, na esquerda, que avança e cruza para a finalização perfeita de Ytalo, que penetrou livre de marcação.

Taticamente, Ligger, Paulinho Curuá e Pavani foram perfeitos na cobertura.

No jogo contra o São Bernardo, o Remo correu riscos, mas foi bafejado pela sorte ou intranquilidade de quem teve o gol azulino escancarado e não fez: 40’ do segundo tempo, Sávio cabeceia a bola pra frente, dando um presentão para o Felipe Garcia, que entrara no lugar de Silvinho, mete a bola pra fora. Estava sacramentada a vitória leonina.

Mais de 54 mil azulinos estabeleceram o novo recorde do Mangueirão.

É o que há!

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