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UNICIDADE

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Minha fascinação pela leitura começou, em Macapá, moleque, com as revistas de quadrinhos debaixo do braço, na década de 60.

Cine Paroquial, aos domingos, bairro do Trem, antes da sessão de filmes de bang-bang, no átrio do prédio, eu e outros meninos trocávamos revistas: Thor, Capitão-América, Flash Gordon, Batman, Mulher Maravilha, Homem Aranha, Superman, Tarzan, Tio Patinhas, Mogli – O Menino Lobo…

De todos esses heróis, três me marcaram: Tarzan com sua belíssima Jane e sua inteligente chipanzé “Chita”, e a lição de que somos produtos do meio; Tio Patinhas, além de pão-duro, a lição de que “Você é mais forte do que imagina. Cada passo dado é uma vitória rumo ao seu propósito”. O Tio tinha como propósito a riqueza. Só pensava em dinheiro. Pensamento vigoroso, positivo, esperançoso, recheado de expectativa de mais uma moeda na sua “pacoteira”.

Com Tio Patinhas aprendi que a aura do homem depende da essência do seu pensamento positivo.  

Mogli – O Menino Lobo, que era humano, mas que criado entre os lobos tornou-se uma combinação de lobo e gente.

O seu encanto estava na coragem, na inteligência da antevisão, como humano, inobstante ser rodeados de animais selvagens.

O Tarzan, o Tio Patinhas e Mogli – Menino Lobo estão em mim, porque cada uma coisinha destes personagens forma o meu caráter, daí não quero ter razão, sou feliz, a principal razão da vida, não me importando o que você pensa de mim, porque eu sou LOBO, sim, não o irracional, mas a simbolização do Clube que deu às maiores glórias para o futebol da Amazônia.

Você que me questiona porque enquanto jornalista não posso ser simpatizante do “lobo”. Sou sim, e daí? Pior seria se eu fosse igual aos mequetrefes da imprensa paraense que não têm coragem de dizer suas preferências pelas cores das “locomotivas”, preferindo louvar Botafogo, Fluminense, Flamengo; Pior são àqueles que trocam de clubes conforme seus interesses financeiros. Baenão e Curuzu estão recheados desses canalhas.  

Diferente da grande maioria dos políticos, governador Helder Barbalho quebrou paradigma em não esconder sua paixão. Palmas!  

Vossa excelência é o estandarte do futebol paraense.

Feliz porque o “Tio Patinhas” paraense não pensa tão-somente no seu “LEÃO”, mas no “MOGLI – O Menino Lobo”.

É o que há!

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