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EU E O ESPELHO

Quando se cruza comigo, Vandick, diretor bicolor, diz: “Eu não quero ter razão, quero ser feliz!”.
Um dia após meus 74, na feira da 25, o “Seu Boneco”, o peixeiro, me abraça e sussurra ao meu ouvido direito: “Tu não tens medo, Zé, o teu rádio é direto. Parabéns, velho!”.
E estas abordagens e às felicitações me fizeram ir ao encontro do meu espelho, no fundo do meu quintal, no cafofo, e questionei-me sobre o bem e o mal, a verdade e a mentira, o medo e a coragem, “o princípio o meio e o fim”, Deus e os “camelôs da fé”, o pensar, a liberdade e a felicidade, bens que se possui.
E por não ser “papagaião”, tenho um preço, não abrindo mão dos meus propósitos como jornalista esportivo, havia 45 anos nesta terra, que me deu régua e compasso para ser o que sou e ter o que tenho: credibilidade, minha maior riqueza, além de prosperidade para ser o provedor da minha casa e, consequentemente, pagar minha vaidade, definitivamente, o meu pecado favorito, parodiando Al Pacino, no filme Advogado do Diabo, de 1997.
Perdão, meu fino leitor, por escrever em primeira pessoa, mas é que os gostosinhos e gostosinhas, que me dão moral merecem saber o que faço neste período de vagabundagem social, e respondo: “transição”, a verdadeira metamorfose vivida por Kafka, àquele do “absurdo”. Ah, então, tá! “Eu sou o princípio, o fim e o meio”, e se assim for, “princípio e fim”, como no livro sagrado dos hindus, o “Bhagavad Gita (que tenho e li), àquele não exclui este, portanto, pensando em novos projetos com coragem, verdade, a liberdade com responsabilidade e a felicidade de ser autêntico e não “papagaião” no rádio ou em qualquer “condomínio digital”.
Aguardo por um piparote de um “pica de cachorro” para alavancar um “Tudão e Tudinho” e voltar a ser perturbador, porque o Deus que há em mim não quer meu dinheiro, quer minha coragem de pensar e fazer fazendo a diferença, e quando voltar a me fitar no espelho, este não sinta vergonha e não se quebre.
A minha condição humana me faz pensar, criar, ousar, enérgico e com mãos e cérebros unidos, ser empreendedor como apresentador de programa igual o que acontecerá domingo, 13, eu, na sede do Paysandu, e o Nelson Torres, na do CR, na Avenida Nazaré, vivenciando a passagem da Santa e entrevistando remistas e bicolores. Além da diferença, a festa!
Verdadeiramente, “imbatível” como me disse, certa vez, o empresário Carlos Santos a quem sirvo, como funcionário do seu grupo, por 12 anos.
É o que há!
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