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SUBMUNDO DO FUTEBOL NÃO TEM LIMITES

“Avisem seus atletas. O Parazão será monitorado!”, este alerta da FPF, na reunião do Pré-conselho técnico, me fez ser senciente.
Fonte me revelou que a entidade contratou a Radar Sports e me soprou: “Vai no CEJU – Centro da Juventude -, que lá está sendo jogado os campeonatos sub-17 e 20!”.
Na manhã de sexta-feira, 22, cheguei na portaria do local e tive que entregar minha carteira da ACLEP para ser copiada. Entendi o drama vivido pelos seguranças do Centro da Juventude.
No CEJU, quando dos jogos, entram comissões técnicas, jogadores, policiais, radialistas e jornalistas credenciados, porque bandidos manipuladores de resultados ficavam de flozô assistindo aos jogos no interior do Centro. Dirigente de clube de nunciou à FPF e esta teve atitude, zelando pela transparência das competições.
Hoje, os bandidos (que veem de várias partes do Brasil – começando por Macapá), ficam pendurados no alambrado do lado de fora da imensa área, manuseando seus celulares. Diz-que passando os resultados às casas de apostas.
Assisti ao time sub-20 do CR ganhar de 7 a 1 do Barbarense e vi Renan e Adson (zagueiros), Miguel (volante) e Tico (atacante de beirada, antigo ponteiro direito), e que estão no radar do técnico Rodrigo Santana.
Paulinho Araújo, diretor das divisões de base leonino, revelou que quando terminou a temporada profissional, Santana foi até ele e o parabenizou pelo que tem na base do CR.
“Rodrigo Santana não só parabenizou como enxertava nos treinos dos profissionais com alguns jogadores da base, e ele sabe quem tem qualidade para subir este ano. No sub-17 tem Andrei (meia), Paulo Henrique (volante), Caim (volante) e Filipinho (atacante) que já está no profissional, mas tudo isso acontece porque o presidente Tonhão tem dado total apoio”, confirmou Paulinho.
Sobre as “ofertas” dos bandidos manipuladores de resultados, que estão no submundo do nosso futebol, Paulinho não teve meio termo: “Eu e o Netão(técnico) alertamos, antes de qualquer partida, se houver lances duvidosos, vamos apurar e se se confirmar, não fica no Baenão”, concluiu.
Cheguei numa senhora (mãe de atleta) e num senhor (pai de jogador) que me disseram a aflição dos seus filhos pois foram abordados antes dos jogos, mas que preferem o silêncio, temendo represálias, porque os “caras são da pesada, vindos de várias partes do Brasil”. (Foto: Sandro Galtran – AI/CR).
É o que há!
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