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HUMILDADE E MODÉSTIA

“É mais um paraquedista”, pensei quando Maurício Ettinger sentou no trono bicolor, em 2021.
Não escrevi e nem falei, mas como Deus é onisciente, pedi perdão por pensar de forma estereotipada do dirigente bicolor, que na tarde-noite de quinta-feira, 5, no Bistrô, se despediu da imprensa esportiva e apresentou os novos mandatários, encabeçado por Roger Aguilera.
Neste mundo de empoderados, influenciadores, endinheirados, poderosos, CEOs e as vedetes do “show-business” é difícil se ver profissional da humildade e da modéstia.
Voz suave, emana paz, se cala diante de críticas, equilíbrio elevado, pensa pra falar e mesmo quando diante de pergunta “apimentada” responde de forma mansa sem perder o autodomínio emocional.
Este é o homem Maurício Ettinger, que calado, mas exímio administrador, ganhou títulos, ascendeu à B e deixa o Paysandu Sport Club como um dos melhores dirigentes que o Clube já teve.
À parte, vi os confrades entrevistando um a um dos dirigentes, e após todos realizarem seus ofícios, reuni Ettinger e Roger e, com os dois, efetivei entrevista ping-pong sobre finanças, lateral Keffel, oriundo do futebol português e o processo milionário Pikachu, que está engavetado em uma das varas cíveis de Belém.
“Não tem dinheiro em caixa, mas às dívidas estão controladas, como falei certa vez: em estado de bonança”, disse Ettinger.
Sobre o lateral-direito Keffel, Roger revelou que o atleta está sendo negociado, mas que se não for efetivada a negociação, ele poderá cumprir seu contrato com o Clube.
Pra este velho jornalista, Roger divulgou a notícia mais impactante: “O Paysandu não deve nada, o outro lado que se vire!”.
Sobre este processo, pelo que sei, sempre houve serenidade dos dirigentes bicolores porque nenhuma “babinha” entrou no caixa do Clube e, sabe-se, que parte do dinheiro foi depositado na conta de uma madame.
É o que há!
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