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VAIDADE

Todo ser humano tem um quê de vaidade.
Nem todos sabem avaliar o valor deste “pecado favorito” e gostoso.
Os apedeutas (pra não chamar de imbecis) se arvoram a questionar preços de comida, roupas, sapatos, perfumes e tudo que lhe dá prazer e até valores de preços dos ingressos dos jogos de futebol, em Belém.
Miguel Alexandre Pinho, que só andava alinhado da cor do leite e perfumado, dizia que “pagava sua vaidade”; depois vir saber que o gostoso pra ele era vê-lo nas páginas dos jornais falando do seu Paysandu.
Assisti ao filme ADVOGADO DO DIABO, em que Al Pacino fazia o papel do fute, e Keanu Reeves o do advogado. Numa cena genial, ao final da fita, o diabo diz para o advogado: “Definitivamente, a vaidade é o meu pecado favorito”.
Pra mais ou pra menos, todos nós somos vaidosos, e é, portanto, um item da personalidade humana, que a grande maioria esconde, mas eu não: gosto de comer bem, dormir tranquilo e amar gostoso, porque não me interessa ter razão, quero ser feliz. Sou aposentado e trabalho falando e escrevendo que é pra ter condições de ser provedor da minha vaidade e do meu refúgio.
Quinta-feira, 5, chego à Curuzu para o encontro com os dirigentes, e, na entrada, deparo-me com um torcedor questionando o valor do novo manto bicolor. “Porra! Não é marca própria?! Como pode ser pela hora da morte a nova camisa do Paysandu?!”. Dirigiu-se a mim, querendo saber minha opinião.
“Todo mundo sabe do meu amor pelo Paysandu, Senhor, mas não entro neste mérito, porque comprar roupa de marca é caro, e eu, nunca usei camisa de clube, porque meu corpo não é “outdoor”, e mesmo porque não ando com nome de macho estampado nas minhas costas”. Kkkkkkkkkk!!! Sorriram os que estavam em frente à loja que vende material bicolor.
Adendo: durante o tempo que existiu o grupo BIG BEN, vesti nos campos de futebol do Brasil e além Atlântico a logo-marca da empresa, que me pagava muito bem para que meu corpo fosse “placa de propaganda”. Raul Aguilera me deu um prédio de 3 andares, na entrada do Império Amazônico, O REMADINHA, que doei pra dona Dolores e a nossa filha Mikaela, advogada. Não acredita? Vai lá e pergunta pra dona Dolores. Eu sou desapegado, inclusive ao amor,
Meter camisa de clube no corpo é vaidade. É orgulho. É o prazer de mostrar publicamente que você tem poder aquisitivo para vestir roupa de grife. A LOBO é uma marca valiosa e mundialmente famosa, então tem que ter a “pacoteira” pra bancar o seu reconhecimento, e já que ama Paysandu ou Remo, não reclame do que você aceita, é a ordem natural.
Assim como Moisés viu a glória de Deus (a maior epifania bíblica), desejo que Roger Aguilera, no seu trono, seja bem-sucedido, valorizando ainda mais o clube que deu – e continua dando – às maiores glórias para o futebol da Amazônia.
Sem vestir a camisa, mas de forma pública, exponho amor, orgulho e vaidade de amar o PSC. (Foto: AI do PSC)
É o que há!
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