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GLÓRIA IMBATÍVEL

Nunca falei e escrevi que o PSC é o maior do Norte do Brasil.
Da minha boca e da minha pena nunca ninguém ouviu ou leu que o PSC é o clube de maior torcida da Amazônia.
Que a Curuzu é “caldeirão”, porque tudo que vem da boca dos apresentadores da TV Globo, eu evito pronunciar.
Sou caboco tucuju, nascido à margem direita do maior rio do mundo, o Amazonas, em Macapá, à ilharga da desembocadura com o Atlântico, ouvindo o ronco da pororoca e o estampido dos canhões da fortaleza de São de José, o olhar amazônico para a imensidão do mar.
Portanto, preservo o que é amazônico, passando pelo peixe, cultura e a linguagem, “filho de uma égua”, “cara de égua”, “paidegua”. Sou de um tempo, que minha mãe metia o dedo no fiofó da galinha pra saber se a “gostosinha” estava ovada. É sabedoria popular, o que se perdeu no tempo.
Depois que a Federação Internacional de História e Estatística do Futebol (IFFHS) reconheceu o Paysandu como o 142º clube na sua relação de mais de 200 instituições, graças o feito da Libertadores de 2003, que passei a pensar num epiteto para o Paysandu, que fugisse da mesmice das “papagaiadas” do rádio paraense.
Lendo sobre os maiores feitos de Jesus Cristo, na Bíblia, deparei-me com a palavra “glória”, o bastante para que eu intuísse às glórias do Paysandu.
Pensei: “O Paysandu é o clube que deu – e continua dando – às maiores glórias para o futebol amazônico”. É imbatível! Não tem outro! É único na região a ter essas glórias.
Agora, a CONMEBOL – Confederação Sul-Americana de Futebol – distingui o Paysandu Sport Club como o único clube da Amazônia no seu ranking: com 48 pontos, o Papão é o 188º. Guá!
2003: tempo de um dirigente que fez acontecer no futebol paraense: Artur Guedes Tourinho, Campeão dos Campões, em 2022, e que até hoje essa “glória” continua rendendo ao clube feito inédito.
É o que há!
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