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BELEZA E FEIURA

Olho diariamente pro espelho e me pergunto se sou feio.
Em mim não há padrão de beleza, mas penso que sou um pardinho atraente, porque, agora como velho, me cuido.
Beleza e feiura são conceitos subjetivos, porque o que pode ser belo pra você, na minha visão estética é feio e vice-versa.
Kant, o papa da estética do século XX, disse que a “beleza é uma utilidade sem fim”, e, pra mim, estendo à feiura, posto que só servem pra ser vistas, admiradas. E nada mais.
Nos momentos que antecederam ao Círio de Nazaré, turista passeando pelo Ver-o-Peso declarou em suas redes sociais que “aqui tem gente feia por metro quadrado”.
Agora, uma pesquisa aponta que o Pará está na “graxa” em termos de homens bonitos, despontando o Rio Grande do Sul, onde há bonitões.
Venhamos e convenhamos, o nosso padrão amazônico não é de beleza, mas de graça, parodiando Platão que nas “coisas pequenas não há beleza, mas graciosidade”.
Sobre o tema, no dia da conversa dos radialistas e jornalistas com o presidente Maurício Ettinger, no Bistrô, sentei ao lado do repórter Nildo Matos e conversa vai, conversa vem sobre as feiuras de Baenão e Curuzu, aonde estão PSC e CR, sob arquibancadas, indaguei do confrade quem era o designe da cara do jornal DIÁRIO DO PARÁ.
Por um outro viés, Nildo me respondeu: “Zé, só teve um jornalista em Belém, desde que vivo em jornal, que era artista da cara de O LIBERAL: Walmir Botelho!”. E a conversa parou por aí. Concordo porque conheci Walmir Botelho em Macapá, levado para lá pelo também jornalista Haroldo Franco.
Desde que aqui estou (1979), dois homens bonitos se destacaram na TV paraense: Francisco César, “O astro”, e jerônimo Filho. Além das belezas físicas, as posturas se sobressaiam.
No futebol paraense a beleza é visível em Rodrigo Santana, técnico do CR; Roger Aguilera, presidente do PSC; Felipe Albuquerque, executivo bicolor; atacante Nícolas e, etc.
Feiura são os campos de futebol aonde serão realizados o PARAZÃO/25, com exceções de Curuzu, Baenão e Mangueirão, que é a bela “catedral”.
Feiura é o trânsito no dia de RE-PA, no Mangueirão.
Coisas feias: os postes de iluminação (olhem e vejam a emboladas de fios); no rastro do ambulante só fica a imundice (o entorno do Mangueirão após cada jogo…) e nas calçadas de Belém só há ratos, baratas, cães, gatos e urubus porque há “porcos”.
Feiura é a maldade do monstro, porque está no DNA. “Só Deus na causa”, disse-me um dirigente.
No Sul e Sudeste do Brasil, às TVs – abertas e fechadas – vendem seus produtos através dos seus apresentadores e apresentadoras.
Eu fico com a minha feiura, porque não quero ter razão, quero ser feliz, tendo coragem de expor o que penso, o que vejo e o que sei.
Viva o “patinho feio”! (Foto: Osmarino Souza)
É o que há!
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