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POSSE DE BOLA

“Uma desgraça nunca vem só. No Brasil vem sempre acompanhada de ameaças…”, afirma Millôr Fernandes.
Ninguém pode ser feliz torcendo pela desgraça dos outros. Entre remistas e bicolores há o estigma do infortúnio e um “procura copiar a desgraça do outro”, disse-me o meu “substantivo” e “adjetivo”, o repórter Urbano.
Diferente do jogo contra o Capitão Poço, percebi que CR e São Raimundo não tiveram chances de gols: jogo “amarrado” e time de Rodrigo Santana se perdeu na criação.
Após a partida ouvi o desconhecido técnico Chiquinho Viana, do São Raimundo-RR: “Eu sou um treinador teimoso: treino bastante repetição de jogadas e meu time briga pela posse de bola”. Taí o segredo do empate em 1 a 1.
Jogadas repetidas, em treinos, e posse de bola eu via isso, neste mesmo Baenão, com Paulo Amaral, jouber Meira, Carlinho, César Moraes, nas décadas de 80 e 90.
“Seu” Paulo Amaral mandava o Marinho, o lateral-direito, meter cruzado para o cabeceio do Bira, quando errava repetia e dizia: “Bira, atacante deve cabecear com um olho na bola e o outro no goleiro!!!”.
Todos esses treinadores citados ensinavam seus jogadores a ter a posse de bola e passar ao companheiro melhor posicionado.
Como no futebol moderno não há mais os dribladores, a solução é ter a bola e passes precisos.
Não vou me arvorar a dizer que o Chiquinho roraimense deu um nó no técnico azulino, mas ele relembrou um velho axioma futebolístico: “Um jogador menos talentoso, mas que treina muito, pode superar o talento que treina pouco”.
Nada funciona direitinho nos fundamentos do futebol – passe, chute, drible, domínio, cabeceio, condução de bola – se não se tem a consciência da importância da posse de bola.
Meu “amante” amanheceu “teitei” de achincalhes, rogo, aos que me dão moral, compreendam meu silêncio.
Não torço pela desgraça de ninguém, mas ouso dizer que só torço contra o Remo quando joga contra o Paysandu. Eu disse isso, dentro do Baenão, para o presidente Antônio Carlos Teixeira.
Não sou “castigado” e nem “carabao” que choravam por PSC e CR, num passado não muito distante, e hoje juram amores por Leão e Lobo. Não honram às calças que vestem!
É o que há!
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