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“POROROQUÊS”

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Com raras exceções, o rádio belenense não tem identidade própria.

Tudo se copia, inclusive a linguagem, a identificação cultural de um povo.

A Rádio Clube do Pará, fundada em 1923, nasceu imagem e semelhança à Rádio Clube de Pernambuco, uma das mais antigas do Brasil, fundada em 1919.

De lá trouxeram a vinheta o “gavião”; “Sem Clube não há futebol” é marca da Rádio Clube de Pernambuco, e “Linha de Passe” é programa da SPN Brasil.

“Os eletrizantes” sinalizava os repórteres da Rádio Globo (RJ).

A Rádio Marajoara, cria dos Diários Associado, foi ao ar em 1954, e toda a programação da Rádio Tupy, do Rio de Janeiro, foi implantada na nova emissora de Assis Chateaubriand, na Amazônia, inclusive alguns epítetos, como o Camisa 10 do Rádio Brasileiro, que era Haroldo Fernandes, da Tupy de São Paulo, aqui Ivo Amaral aceitou a “marca” que nunca foi sua, inobstante ter sido ótimo narrador.

José Carlos Araújo é o “Garotinho” do rádio carioca. Aqui tem “Garotinho que sabe o que diz”.

Recentemente, na TV Cultura, surgiu um “papagaio” copiando Waldir Amaral, ex-narrador da Rádio Globo, que já morreu, dono da marca “Indivíduo Competente”.

Aqui o “carabao” Dinho Menezes “inventa” que a “Fiel Bicolor” é “avalanche”, marca da torcida do Grêmio-RS. É crime, no rádio belenense, se dá crédito a quem pensa e cria. É ser microcéfalo!

Domingo, 16, Gustavo Villani narrando Flamengo e Fluminense, na TV Globo, em dado momento disse: “Lá está um corpo estendido no chão. E faço homenagem ao saudoso Januário de Oliveira” (que foi narrador esportivo). O crédito dado a quem já morreu é sinal de ótimo caráter.  

O nome “Marajoara” estigmatiza a popularidade da emissora, atualmente sob a direção do empresário Carlos Santos.

Em Belém há PAPAGAIÃO que deixou de dizer “as muvucas do rádio”, porque passei a mostrar que a frase é do rádio carioca.

A Rádio Liberal, desde que aqui cheguei, em 1978, tem se mantida com características únicas.

Na semana passada, na TV Liberal, o ótimo Milton Cunha, paraense da gema, disse na cara da apresentadora que o “gostoso é o jeito ‘pororoquês’ de ser”, e aí está a cultura, a culinária e o modo de falar.

Nas bocas dos apresentadores da TV paraense não há “papagaios”, “curicas”, “rabiolas”, “cangulas”, existem “pipas”, terminologia carioca.

Agora, a moda é “jogadaça”, “defezaça”, e daqui a pouco se ouvirá “mapeamento” do jogador e da forma de jogar.

Viva Paulo Ronaldo, Jaime Bastos, Almir Silva, Eloi Santos, Luiz Anaice, Paulinho Montalvão, Paulo Ferrer, J. Ribamar, Chico Chagas, Agripino Furtado, Célia Pinho, Jones Tavares, Jorge Dias, Grimoaldo Soares, José Maria Simões, Guarany Jr., Astrogildo Correa, Adamor Filho, J. Avelar, Amauri Silveira, Paulo Fernando, que marcaram – e que marcam – suas passagens no rádio e na TV paraenses, com seus jeitos únicos de serem “pororoquês”.

Eliércio Santino, o “venenoso”, insiste em dizer que o “´radio paraense está morto”, e eu refuto: “O rádio continua vivo e espontâneo, o que está morta é a geração que tudo “acha” e que não pensa, não cria, prefere “Ctrl + C” e “Ctrl + V”. E como se não bastasse o cinismo, agora tem um PAPAGAIÃO que não é “paidégua”, mas “cara de égua”, “filho de uma égua” que tenta imitar os “cerebrais” do SHOW DE BOLA DALEPIX e até as escalações dos times que João Maurício revela na Marcha dos Esportes.

Pira paz, não quero mais!

É o que há!  

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