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PRA PENSAR

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Nas antigas se dizia que o ‘dicionário era o pai do burro’, uma das maiores imbecilidades, porque recorria ao léxico quem tem sede de saber.

O burro, igual aos “papagaiões” do rádio e da TV paraense, não pensa, prefere copiar.

O Google trouxe o saber pra palma da minha mão, e atento aos fatos – alguns me deixam inquietos – como a expressão do presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez, que falou uma analogia “politicamente incorreta”: “Libertadores sem brasileiros seria como o Tarzan sem a Chita”.

Feriu suscetibilidades!

O mundo veio à cabeça do cartola, que se desculpou, pela expressão que contraria à “politicamente correta”.

Diz o Google que a expressão surgiu num julgamento de um processo da Suprema Corte dos Estados Unidos, em 1793.

Chegou na Inglaterra nos idos 1980 a 1990, na guerra cultural e serviu para substituir falas, atitudes e gestos que ofendessem mulheres, negros, homossexuais, indígenas e deficientes físicos.

Assim sendo, muitos epítetos, letras da MPB e textos literários têm que ser refeitos, porque – politicamente correto – tudo é ofensa, desde que o ofendido se sinta melindrado.

“Nega do cabelo duro, qual o pente que te penteia?”, “Viado” pra identificar quem desvirtua a função do cu, que no Ver-o-Peso é “cuísta”.

Explicação do feirante: “Quem tira dente é dentista; quem toca bateria é baterista, então, quem dá o cu é cuísta”. É o povo renovando a língua.

Aliás, a palavra “viado” não tem nada a ver com o cervídeo campeiro, “veado”.

“Viado” é corruptela de “transviado”, terminologia surgida no Rio de Janeiro, na década de 60, identificando àqueles que contrariavam o comportamento social da época.

A praga do “politicamente correto”, no Brasil, me mostra que o “serumano” de cor preta, não quer ser chamado de “negão” ou “negona”; o velho quer ver o diabo, mas não quer ser velho. (Eu prefiro a terminologia “velho” de 75 anos de idade). Minha “sementinha” me chama de “velho”, com respeito, e me pede bênção.

Tudo isso depende muito do ‘tom de voz’, e neste está contida nossas emoções, intenções e atitudes e a maioria das pessoas, como eu, fala gesticulando.

Perdão! Cá com minhas ideias, pensando “politicamente incorreto”, intuo que o que foi inventado para defender “grupos em vulnerabilidade”, passou a atacar, levemente, a Liberdade de Expressão, que se caracteriza pelo caráter, pelos ditos e gestos.

Logo, deixarei de chamar para o “Jhimi Naite” de meu “pretinho”, e para vocês que me dão moral no rádio, TV e nestes “condomínios” digitais não os identificarei como “gostosinhos” e “gostosinhas”.

O maior marcador de Pelé, o baiano Edvaldo, era chamado pelos narradores da década de 70, de “Baiaco”, porque ele tinha o protótipo do peixe baiacu.    

O “politicamente incorreto” leva para o presídio a cabeleireira Débora, que usou o baton para escrever, numa estátua, do STF, “perdeu, mané!”

Politicamente correto, neste país, é não encarar ladrões, corruptos, ladinos e Zé da boquinha, porque é ofensa.

Pra pensar é o PARAZÃO mal gerido e clubes pagando para jogar. (Foto: Google)

É o que há!

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