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VELHO BURRO

Etimologicamente, torcer é sofrer.
Origem latina: “torqueo”, que significa torturar, atormentar, brandir etc.
Então, torcer pelo Paysandu, às vezes, é um sofrimento delicioso, porque a qualquer momento passa.
A vitória inesperada do Paysandu sobre o Remo por 1 a 0, fez o sofrimento de não vencer há dez jogos, passar e renovar às esperanças de que uma “causa impossível” aconteceria, igual contra o Goiás.
Tenho dito ‘que não quero ter razão, quero ser feliz’ dizendo e escrevendo o que penso sobre futebol, porque “a verdadeira felicidade só pode ser encontrada nas coisas do espírito” e, no meu caso, da minha alma. Não posso me roubar e me enganar.
O mundo sabe que escancaro meu amor pelas cores bicolor, mas o jornalista é apátrida.
Fui taxado de burro porque escrevi no meu blogue que “Merecidamente, Remo campeão”. Não arrego. Tenho convicção no que pensei e escrevi.
Taticamente, tecnicamente o time bicolor é ruim. Diretoria contratou mal, porque a zaga é pesada e não sabe saí jogando; meio-campo não existe, porque sente as ausências de um volante e um meia que transite de uma intermediária à outra, e os atacantes são “artilheiros dos gols perdidos”.
No RE-PA, quem mais perdeu gols de cara com o goleiro? Foi o Remo, inclusive um pênalti desperdiçado pelo destrambelhado Adaílton, que se o PSC ganha o título, ele estaria sendo apedrejado e não sairia de casa, mas está em Belém, onde jogador velho e “ladrão” se dá bem.
Time do Remo sem Jaderson perde a ofensividade, porque ele é jogador que tem pique e joga pra frente, mas tem um técnico que sabe fazer leitura de jogo.
Edilson, pelo lado direito, era o mais eficiente jogador bicolor. Daniel dobra marcação sobre ele: com Marcelinho e Kadu, que entrara no lugar de Janderson. Quando Sávio se contunde, Daniel joga Marcelinho pra lateral-esquerda e deixa o Kadu na direita, porque este jogador defende, ataca, cruza legal e penetra em diagonal.
Futuramente, Kadu é dinheiro no cofre do Remo, porque já tem empresário de olho no lateral-direito azulino.
O futebol é injusto, mas é eficaz, e neste quesito o Remo foi melhor, portanto, merecidamente, campeão paraense, e eu continuo velho burro, porque não sei fazer leitura de futebol.
Voltando ao Paysandu: acredito que a diretoria e o executivo Frontini contratarão jogadores pontuais.
Frontini foi profissional da bola (atacante) e como executivo não contratará para o Paysandu jogador “ladrão”.
É o que há!
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