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INCIVILIDADE

Em busca da verdade, o “serumano” é seduzido pela mente e o coração.
De modo honesto e humilde, o promotor de justiça Newton Gurjão, coordenador do Grupo de Atuação Especial do Futebol e Grandes Eventos, do Ministério Público do Pará, revelou no SHOW DE BOLA DALEPIX, que “a FIFA não aprovou o Mangueirão para a Copa do Mundo Feminina, por que o estádio não tem camarotes suficientes e a mobilidade em torno do estádio é precária”.
O sistema de biometria (reconhecimento facial) será instalado em 30 dias nas roletas da “catedral”, atendendo às normas da Lei do Torcedor.
“Há homens que são como as velas; sacrificam-se, queimando-se para dar luz aos outros”, afirmava Pe. Vieira; e, outro monumental religioso, Desmond Tutu, disse que “às vezes é necessário se pisar em caminhos que até os anjos se recusam a pisar”. Assim é a vida.
É como vejo as autoridades que se preocupam com o entorno do Mangueirão.
O que me dá inquietação, em relação essa mobilidade em derredor do estádio, é o que parece quase impossível, a incivilidade, o desrespeito aos espaços em torno do Estádio Olímpico do Pará.
“Não tolero a ideia de não vai dá certo. Tem que dá certo, sim”, bradou o promotor de justiça Domingos Sávio em reunião com os representantes dos órgãos envolvidos na ordenação dos acessos ao estádio, a quando dos grandes jogos, como o de domingo, 22, em que o Paysandu ganhou do Remo de 1 a 0 e mais de 45 mil pessoas ocuparam os espaços do Olímpico.
Entendo, perfeitamente, os desejos e preocupações dos que zelam pela lei e o direito do cidadão de trabalhar e ganhar o pão de cada dia honestamente, mas não será fácil mudar a cultura da incivilidade, do quanto mais bagunçado melhor.
Os ambulantes já tiveram seus espaços – lado A e B –, logo que o estádio foi reinaugurado e o que se viu foi o abandono das quadras, e cada um, com sua banca, se estabelecendo nas calçadas da Augusto Montenegro e da rodovia do trabalhador e sem que alguma autoridade o incomodassem.
Vejo que o problema do entorno do Mangueirão é o mesmo que se evidencia no Ver-o-Peso: o poder público revitaliza, moderniza, mas o ambulante se espalha por todos os cantos como mosca varejeira, não se importando com o espaço do pedestre e com a limpeza: quando acaba a festa, no rastro desse trabalhador informal só fica imundice para o poder público limpar.
Pode quem quiser me chamar de desumano, porque o que pensam de mim não é da minha conta, mas é a verdade nua e crua.
Os problemas dos entornos do Mangueirão e do Ver-o-Peso são os mesmos: a “cultura da imundice” e o desrespeito para com o espaço do pedestre.
É o que há!
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