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FORA DO ROTEIRO
Durante uma hora minhas retinas brilharam e dançaram diante de um Marcos Braz dócil e “passado na casca do alho”.
Não deu cara torta, não franziu a testa e, num momento, teve que ralhar com um “papagaio” que o desconcentrou: “Perdi o que estava falando”.
“Dispensei 3 convites para deixar o Remo, mas meu projeto está aqui, e em 45 dias coloquei um milhão de reais no Clube, com a venda do Adailton para o futebol português”, ressaltou.
É favorável que o time azulino jogue no Baenão, e, pelo que vi, o estádio está sendo arrumado para o dia 1º de agosto contra a Ferroviária-SP.
Que antes de vir pro Remo tinha projeto de investimento no Olária, do Rio de Janeiro. “Sou um investidor. Tenho investimentos em empresas, inclusive na Petrobras”.
Atacante Diego Hernández é anunciado.
Fui à coletiva do executivo azulino, Marcos Braz, pensando no “Publisher” do grupo O Liberal, Ronaldo Maiorana…
“…Vou ficar quieto, uma faísca e esta guerra começa. E vai ser chumbo grosso. Todo dia, toda hora. Parece que o sobrenome do Braz é Coelho. Basta uma faísca. Não vou mentir, estou com vontade…Coelho fica quieto é melhor para ti, já tem matérias prontas pra você.”.
Procurei saber quem é “Coelho”. Fontes reais me informaram que trata-se de Alexandre Coelho, um “Chico Ferreira”, da década de 2000 no Pará, ou o PC Farias da era Fernando Collor de Melo. “Lobista” ou “Concierge” de gente poderosa no Pará.
Fora do roteiro.
“Ronaldo Maiorana, dono do Grupo O LIBERAL, diz que seu nome é ‘Braz-Coelho’, pelo que sei Coelho é o lobista Alexandre Coelho”, qual o seu vínculo com ele.
“Não conheço Ronaldo Maiorana, mas o Alexandre Coelho é meu amigo, como tenho vários Alexandres amigos… O resto é palhaçada”.
“Você é investidor. Quem são seus parceiros de investimento no CR?”
“Sou funcionário do Clube do Remo”.
Agradeci. Num tom altivo, Marcos Braz me convidou para outras coletivas.
Perguntar é uma das principais funções do jornalismo. Procuro desempenhar este ofício com coragem e respeito.
É o que há!
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