Conecte-se conosco

Uncategorized

POSSE DE BOLA NÃO GANHA JOGO

Publicada

em

Não me canso de ler, ver, ouvir e aprender tudo sobre futebol.

Assisto uma partida de futebol, pela TV, atento aos detalhes, inobstante ter consciência que a imagem não me dá conteúdo suficiente para análise perfeita.

Desde que tive conhecimento da expressão que “o cemitério do futebol está cheio de favorito”, do técnico Renato Paiva, do Fortaleza, que minha mente está um turbilhão, pensando na ciência tática futebolística, que muda constantemente.

“Futebol é jogos de erros”; “Futebol é incerteza e acaso, incidentes e acidentes”, máximas que li e aprendi lendo “Guardiola Confidencial”.

Foi-se o tempo que posse de bola determinava o favoritismo num jogo de futebol; zagueiro com domínio de bola e saída perfeita; meio-campista com visão de jogo, transitando de uma intermediária à outra faziam a diferença – e ainda fazem, mas com exceção.

A nova ordem mundial da prática futebolística é goleiro-zagueiro; zaga monolítica; meio-campo saindo em velocidade do meio para o ataque (transição rápida), não errar passes e finalização letal.

No RE-PA, Paysandu teve 35% de posse de bola, venceu o jogo de 1 a 0 num lance rápido e eficaz…

Contra o Coritiba, novamente, PSC 35% de posse de bola, goleou em saídas “venenosas”.

Contra o Goiás, Remo teve 35% de bola nos pés, e, por pouco, não ganhou a partida.

No mundial de Clubes, 13 de julho, no MetLife, o Chelsea meteu 3 a 0 no favoritíssimo PSC, porque o técnico Maresca passou à noite anterior assistindo aos jogos do time de Luis Enrique e observou uma falha: o jovem lateral-esquerdo português, Nuno Mendes, 23, 1.80m, jogava com rapidez na saída da defesa para o ataque, mas lento no retorno e falhava na marcação.

O que fez Maresca? PSG atacava, quando errava o passe, a defesa inglesa saia em velocidade servindo Palmer ou João Pedro nas costas do lateral Nuno Mendes: 3 contra-ataques letais: 3 a 0.

Futebol, às vezes, é injusto, mas é eficaz. Injusto porque o time tem posse de bola, mas não finaliza com perfeição, enquanto que o time que tem menos a bola nos pés, se tornou eficiente na hora H.

Os zagueiros têm que se antecipar aos atacantes, jogando pra frente, e os atacantes a capacidade de surpreender os zagueiros.

Não passar a bola à toa; perdeu, corre, pressiona; saída da defesa para o ataque como raio são formas de “desnudar” os adversários.

Em 7 partidas, Claudinei Oliveira tem sido um “cara de égua” que posicionou jogadores e mudou a forma de jogar do time bicolor.

É o que há!

Loading

Clique para comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

© 2022 BLOG TUDÃO & TUDINHO Todos os Direitos Reservados