Uncategorized
REMO: UM NOVO OLHAR

Nas décadas de 60 e 70 Macapá era uma cidade em que às paroquias tinham seus campinhos de futebol.
Embora não haja números precisos, Macapá, na década de 60, deveria ter em torno de 50 mil pessoas. Todos se conheciam.
A molecada assistia às missas e depois todos ao campo jogar pelada: no Centro da cidade, à Paroquia de São José tinha o campo do “Formigueiro”; no “Trem”, o campo de Nossa Senhora da Conceição; no Laguinho, o de São Benedito, e o campo da CEA – Centrais Elétricas do Amapá, na zona oeste da capital.
Em cada campo havia um treinador: “Seu” Dário, no Trem; no “Formigueiro”, Chefe Humberto, e no Laguinho, “91”.
Desses campinhos saíram pra Belém Tico-Tico (aqui Zezé), Albano, Roberto Louro, Mareco, Bira, Aldo, Ronaldo, Tiaguinho, Marcelino, Palito…
Dependente de Belém, em tudo, Macapá recebia mensalmente o médico radiologista Roberto Macedo, que era contratado do hospital referência na cidade, o “São Camilo”, administrado pelos padres do PIME (Pontifício Instituto das Missões Exteriores) para fazer a leitura dos “raios x” e, após a execução do ofício, visitava os campinhos de futebol.
Apaixonado pelo Remo, Roberto Macedo indicou ao Manoel Ribeiro, presidente azulino, muito desses jogadores.
Atualmente, em cada bairro macapaense há arenas com gramados artificiais e os meninos bons de bola desapareceram.
Hoje, apenas um jogador macapaense brilha no futebol europeu: atacante Igor Paixão,25, recentemente contratado pelo Olympique de Marseille, da França, junto ao Feyenoord, da Holanda.
Clube do Remo está com olhar voltado para o seu futuro em busca de valores macapaenses.
Ao comando do “embaixador” Abraão Costa, a Escolinha do Remo, na cidade portuária de Santana distante 30 km de Macapá, está funcionando desde a semana passada.
“O futuro não é lugar para onde vamos, mas um lugar que estamos construindo”. O Remo de Antônio Carlos Teixeira constrói o seu futuro.
É o que há!
![]()
