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“OS ÚLTIMOS DOS MOICANOS”

Em cada estágio da vida, temos amigos.
Em Macapá, nas década de 60 e 70, no bairro do Trem, onde vivi infância e juventude, lembro de alguns amiguinhos da comunidade e da escola.
Vou a Macapá e não consigo revê-los: uns foram embora da cidade e outros estão na infinita escuridão.
Desde 1978 em Belém, cidade que me deu régua e compasso, 3 diplomas superiores (letras, jornalismo e pós graduado em gêneros textuais) e amigos-colaços Jurandir Bonifácio, Agripino Furtado, Chico Chagas (já “passaram”) e ainda vivos: Nelson Torres, Eliércio Santino e Paulo Fernando. Amigos de rodadas de comida, de papo descontraído e de “desentendimentos” sobre o futebol paraense. Nos mantemos ligados, quase que diariamente, via “uatizap” e o papo não poderia ser outro: o futebol paraense.
Velho, 75 anos, tenho consciência que a nova geração da imprensa esportiva paraense não está em mim e que se dane eu pra eles, mas a diferença é muito grande: eu, Paulo Fernando e Nelson Torres somos os “Últimos dos Moicanos” que vimos e vivenciamos o que esta nova leva de repórteres não viverá: experiências, sabedorias e aprendizados.
Não falo por mim, mas o português Antônio Oliveira não daria em nenhum de nós o carão que aplicou em pseudos repórteres após a derrota do Remo para o Criciúma.
Os talentos são raros em CR e PSC, mas na imprensa esportiva também por não saberem se posicionar e muito menos “imprensar” o entrevistado. Cutuco “repórteres”.
Criticamos dirigentes e jogadores do futebol paraense, mas nós – jornalistas e radialistas – não olhamos pros nossos rabos.
Ao falar no SHOW DE BOLA DALEPIX, o árbitro e advogado Gustavo Melo disse que fica irado ao ouvir certos comentaristas de rádio belenense, principalmente quando falam de arbitragem. “Sem conhecimento”, concluiu.
Na bancada do SHOW DE BOLA, Nelson Torres garantiu que o técnico Antônio Oliveira espera pra receber a “baba” referente a multa rescisória do seu contrato pra pegar o beco.
Hoje, rádio, jornal e TV fazem jornalismo esportivo dependendo das assessorias de imprensa dos clubes, enquanto que num passado não muito distante nas redações dos jornais havia rádio para ouvir os repórteres setoristas, que com suas notícias abasteciam às redações.
Na Federação Paraense de Futebol, José Lessa; no CR, Jurandir Bonifácio, e no PSC, Agripino Furtado.
É o que há!
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