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O PSC EM MINHA VIDA

Às vezes imagino a minha vida sem PSC e CR.
Saio de casa, cedo, sem pensar nas duas “locomotivas”, mas, mas que de repente, surge um motorista paralelo (na Pedro Alvarez Cabral), no sinal, olha, reconhece-me e indaga: – Zeca, o Paysandu cai? Respondo: “Cai, não!”. O sinal abre e sigo meu destino rumo ao consultório do implantodontista Rogério Nogueira, na Municipalidade.
No volante do “pretinho” imagino que nem essa “guerra” escarniçada entre esquerda e direita brasileira tira o foco dos dramas vividos por Paysandu e Clube do Remo, no Brasileiro da B deste ano.
Aliás, este país, que um dia disseram que era nosso, é a meca de corruptos, traficantes, ladrões, ladinos e “estupradores” dos cofres públicos. Nem a merenda escolar das escolas periféricas escapa das ambiciosas ações dos “patifes engravatados”.
Voltando à minha “praia”. Chego no endereço. Manobro. Estaciono. O flanelinha, ao me reconhecer, grita: “Tu não vais mandar rezar a missa porque o Paysandu já caiu!”. “Tu não vais levar uma “ana” desgraçado!”, respondi um tanto passivo-agressivo. Pra não dizer puto!
Na recepção do Mirai Offices, na Municipalidade, o recepcionista não responde o meu bom dia, indaga: “O Paysandu cai, Zeca?” “Não, não cai!” Entro no elevador pensando que é difícil pra este velho de 75 anos se desapegar de PSC e CR. É o preço que pago por declarar meu amor ao Clube que deu às maiores glórias para o futebol da Amazônia.
8º andar. Quando subo uma “montanha” de concreto, aço e vidro imagino estar mais perto de Deus.
Ao ser anunciado, deparo-me com um homem alto, carismático, sorridente, transbordando felicidade em sorriso de orelha a orelha: Dr. Rogério Nogueira.
Olha as tomografias da minha arcada dentária e remarca um novo encontro…
Houve uma combinação do velho com o novo: a certeza de não ser roubado e a garantia de estar diante de um profissional correto e aplicado, que não explora a vaidade da velharada que bate à sua porta.
Sou avesso a “selfie”, mas é impossível dizer não para quem cuida do meu sorriso, da minha autoestima: “Papai, veja com quem estou!”
O “seu” Nogueira, pai do Dr. Rogério, é torcedor bicolor e meu fã pelo que escrevo e falo no rádio e TV.
Indiscutivelmente, “o meu tesouro está onde está o meu coração” e com a certeza de que “tudo é possível para quem tem fé”.
É o que há.
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