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TIJOLINHO

Às vezes penso que sou um “Príncipe Michkin”, o “Idiota”, de Dostoiévski, por ser anormalmente sincero.
Eliércio Santino, que é meu colaço, no programa do Jeferson Lima, na Rádio Povo, disse que “se quiserem jogar pedra no Roger e na família Aguilera, que joguem em mim, no Jeferson Lima e no José Maria Trindade”.
O “Venenoso” não me pediu autorização para usar meu nome, mas como conhece minha trajetória de vida, nesta cidade, o meu caráter, não precisa pedir permissão.
Verdade que o time bicolor não tem um elenco a altura das tradições do Clube, mas nesta “guerra” encarniçada contra o jovem presidente alviceleste, Roger Aguilera, não terei língua e pena pra feri-lo no peito e na alma.
São mais de 40 anos de parceria, começando pelo patriarca (Raul Fermim Aguilera), passando pelo pai (Raul Aguilera) e hoje com o grupo TUDO patrocinando este “condomínio”.
Não é fácil para um velho jornalista falar de gratidão, de parceria, de amor por um clube – como eu expresso, aqui, na rádio e TV – porque há quem pense que eu, jornalista, sou a “palmatória do mundo”.
Sou tão “palmatória do mundo” que o torcedor bicolor José Maria Trindade Pereira é proibido de entrar nas dependências do Clube que amo.
“Persona non grata” dado-me pelo Conselho Deliberativo após quiproquó com o grande benemérito Antônio Couceiro, no Mangueirão, antes de um RE-PA, em 2020.
O jornalista diplomado José Maria Trindade Pereira entra nas dependências do Paysandu quando trata-se entrevista. Aí a história é outra…
Não me lembro de nenhuma eleição para presidente bicolor que não tenha sido briguenta, e a última que elegeu Roger Aguilera deixou um ranço desgraçado; muitos se aproveitam do momento para destilar ódio.
Estou feliz em saber que sou – ao lado de Eliércio Santino e Jeferson Lima – um tijolinho desta monolítica muralha.
Que o “elmo reluzente” de Heitor (aquele da ILÍADA, de Homero) proteja e ilumine os passos do presidente Roger Aguilera, na Curuzu.
É o que há!
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