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“O PERIGO DA ACLAMAÇÃO NO FUTEBOL”

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Muitos falam e outros escrevem que “toda unanimidade é burra”, parodiando Nelson Rodrigues.

O quê dessa “unanimidade burra” tem reflexo no ato de pensar. Ou seja: não se pensa.

“Não somos unânimes nem sozinhos”, afirma outro monumental jornalista, Millôr Fernandes.

A eleição da Federação Paraense de Futebol não terá a unanimidade propalada: Walter Lima, o patrono do Amazônia Independente Futebol Clube, não votará na chapa encabeçada por Ricardo Gluck Paul, na eleição programada para o dia 2 de outubro.

“Quando uma eleição no futebol ocorre por aclamação, sem disputa, sem debate e sem oposição, abre-se um caminho perigoso para o imobilismo, o autoritarismo e a perpetuação de interesses pessoais. O futebol, assim como qualquer instituição democrática, precisa de alternância de ideias, fiscalização e transparência. A ausência de oposição pode parecer um sinal de consenso, mas muitas vezes esconde acomodação, pressão política ou até medo de retaliação. A aclamação pode até ser legal, mas raramente é legítima quando nasce da falta de debate. O futebol precisa de oxigênio novo, de vozes diversas, de gente que questione, proponha, fiscalize e sonhe diferente. Sem isso, reina o absoluto, cresce o silêncio, se apagam às críticas e morre o progresso”.

Num outro excerto, Waltinho afirma que “O excesso de vices geralmente não significa mais eficiência, mas sim mais acordos, mais favores e menos independência. Cada cargo pode virar moeda de troca, e o foco – que deveria ser o futebol –  passa a ser a manutenção do poder…”

Domingo, 28, Walter Lima, o Waltinho, estará no SHOW DE BOLA, da Rádio e TV Marajoara, 12h.

É o que há!

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