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PALAVRAS FORTES

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Entre o passatempo e o apostolado, durante 4 dias no “704” do hospital da Beneficência Portuguesa, ocupei meu tempo de forma prazerosa: lendo (A Linguagem de Deus, de Francis S. Collins) e, vez por outra, assistindo TV e redes sociais.

Chego, nesta sexta-feira, 6, no cafofo, e não resisto ao impulso irrefreável para escrever, bem ou mal. Não sei se escrevo bem. Sei que escrevo o que me vem ao “miolo mole” sobre futebol.

No período de internação, deparei-me com duas expressões fortes: “O Paysandu perdeu a grande oportunidade de ser campeão neste domingo”, referência do presidente Antônio Carlos Teixeira, do CR; “Quando cheguei aqui me assustei com a estrutura, bateu um sentimento de arrependimento…”, cuspiu no prato que comeu o ex-técnico azulino, Juan Carlos Osório.

Honrado presidente leonino, que prefiro chamá-lo pelo nome à apelidá-lo, Antônio Carlos Teixeira, esquece que as duas “locomotivas” do nosso futebol são intrínsecas entre si. Uma não vive sem a outra…

A verdade: o Remo tem elenco milionário e talentoso. Os salários de Pikachu, Picco e Zé Welison pagam o elenco alviceleste; Paysandu tem um time com a média de idade de 23 anos, jovens ganhando 5 mil reais de salários (11 oriundos da base). Portanto, com o “pombão duro olhando pro céu” e um “professor” que sabe ser didático e ordena aos seus pupilos: “Façam o que mando, não deixem a bola chegar em quem cria…”. Foi assim que vi o PSC ao vencer o Remo de 2 a 1, no domingo passado.

Arrogância tem prazo de validade. Como gosto de ditos do passado, é bom lembrar: “O alheio chora o seu dono”. O Paysandu passou por isso (em 1991 e 2000) e hoje chora na cama que é lugar quente, mas não sei se o CR aproveitará a fartura da “casa da moeda” pra chegar aonde o PSC chegou…

A expressão de Osório sobre a falta de estrutura do CR, não é novidade pra este velho jornalista: “Nosso futebol vive debaixo de arquibancada”, tenho dito, e o Marcos Braz falou pra mim de forma diplomática: “O Remo precisa urgentemente ajustar sua realidade à necessidade para se credenciar à elite do futebol brasileiro”.

A “badalada” série A foi criada para os “badalados”: 2 de BH (Cruzeiro e Atlético); 4 do RJ (Flamengo, Fluminense, Vasco e Botafogo); 4 de SP (Palmeiras, Corinthians, São Paulo e Santos) e os 2 do RS: (Internacional e Grêmio). Paraná, Goiás, Bahia e Ceará não se sustentam…

Assim sendo, penso, que às evidências são fortes e exigem vereditos e coragem para mudar o que deve ser mudado. Mesmo doendo…

É o que há!

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