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DE “BRUXO” A “LOUCO”

Ouvindo atentamente às respostas do técnico Júnior Rocha, do PSC, à bancada do SHOW DE BOLA, concluo que ele foi corajoso em unir o fútil com o útil.
Lembro que Alberto Maia, logo que chegou na Curuzu, revelou-me que “ninguém queria vir para o Paysandu, porque estava rebaixado pra C e não pagava ninguém. Situação difícil”, concluiu o dono do trono do futebol bicolor.
Dr. Alberto Maia me disse que um atacante consultado, lhe foi ofertado 80 mil reais de salário, e ele recusou, porque era proposta do Paysandu, que não era visto com bons olhos lá fora.
Explico: lá na frente voltarei ao tema.
Ao receber a proposta do Paysandu, Júnior Costa acreditou no projeto apresentado pelo executivo Marcelo Sant’Ana, mas consultou Ronaldo, um dos preparadores de goleiros do Papão; Vandik e outros profissionais que passaram pela Curuzu a avalizaram os caracteres dos homens que estavam à frente do novo Paysandu.
Fato curioso é que na sua apresentação, no “Vovô da Cidade”, havia dois jogadores profissionais e 14 garotos da base, e isso o “encorajou” a levar a sério o consorciado frívolo alviceleste.
Lembrando de Machado de Assis, Júnior Rocha é um “bruxo”. Se o “Bruxo do Cosme Velho” foi genial no jogo das palavras, Júnior Rocha viu a possibilidade na garotada de “manipular” psicologicamente a mente dos meninos para que eles se transformassem em atletas de alto rendimento. Em ciência se chama, “pesquisa de campo”. E assim, gradualmente, nasce um novo time bicolor.
Associando o novo elenco bicolor a sua personalidade, Nelson Torres, um dos cerebrais, acrescentou que o DNA de Júnior Rocha está estigmatizado no time alviceleste, no que ele respondeu: “Eu sou maluco”.
Opâ! Retruquei: “Em cada louco há um grão de inteligência”, disse o filósofo alemão Friedrich Nietzsche.
Voltando ao atleta que não aceitou a proposta de 80 mil reais, quando o Lobo ‘comia rato e tomava água de esgoto’, agora o empresário ofereceu o atleta, e a diretoria ofertou 60 mil reais.
“Não cuspa pro alto porque o respingo cai na cara”.
É o que há!
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