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NÃO BRIGO COM A NOTÍCIA

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Na hora do almoço, na feira da 25, fui provocado por um gostosinho que me dá “moral” nos meus “condomínios digitais” e no SHOW DE BOLA, da TV Marajoara.

“Como consegues entrevistar os caras que tu criticas. Às vezes acho que tu és cara de pau”.

Saboreando caldeirada de gurijuba, olhei-o de banda e em mim bateu o instinto “vulcânico” de mandá-lo pra PQP. Controlei-me e secamente respondi: “Como jornalista não posso – e nem devo –  brigar com a notícia”.

Com a velhice, aprendi a ter capacidade de compreender certas situações inoportunas.

Metafisicamente, sou grato pelo que sou e pelo que tenho; penso e me limpo das minhas impurezas, e permito-me ser o que sou.

Não é da minha conta o que pensam de mim: não quero ter razão, desejo ser feliz.

Quando o coronel Nunes chegou no trono da CBF, em 2015, lá estive, em 2016, para entrevistá-lo, e ele me recebeu com a assessoria do Fernando Castro.

Ao término da entrevista, Nunes me deu um envelope com todos os ingressos dos jogos da seleção olímpica, que foi campeã, contra Alemanha, no Maracanã. Eu estava lá.

Eu era crítico mordaz do Nunes, quando presidente da Federação Paraense de Futebol.

Adoro andar despojado: bermuda e sandália de dedo. Quando Alberto Maia chegou no PSC, em 2015, como presidente, a Curuzu era casa de “mãe joana”: havia uma senhora de idade que “ferrava” os jogadores quando chegavam para treino. Ela desapareceu.

Pelo portão da Curuzu, numa tarde de treino, apresentei-me e fui barrado, porque trajava bermuda. Do meu lado estava o conselheiro Antônio Carlos Pontes,  “Carecone”, que também foi impedido de entrar.

Eu e “Carecone” fomos na MAKEL, em São Braz, e compramos calças simples de 10 reais. Carrego no carro esta calça para qualquer eventualidade.

Pensei e concluí: o presidente tem razão, porque ele estava colocando ordem no ambiente.

Quando Maia comprou a área do CT, em Águas Lindas, revelei que ele comprou igapó, e que a área prcisava ser aterrada. Como aconteceu.

Por ironia do destino, Roger Aguilera, antes da renúncia, convida Alberto Maia para comandar o futebol, e o advogado Bruno Castro para ser o gerente do departamento jurídico.

Monstrinho e impiedosos telefonaram para Roger Aguilera criticando-o pelo retorno de Alberto Maia à Curuzu. Alguns repórteres não suportam o caráter do dirigente esportivo.

Telefonei para o novo diretor Alberto Maia e o felicitei por conhecer o caráter do administrador, o homem criterioso nos seus propósitos. Se tem ressentimento do jornalista José Maria Trindade é íntima, Maia nunca me negou entrevista.

No retorno, agora, na Curuzu a marca se faz presente: ordem e disciplina. O vestiário, após jogos, é dos jogadores, da comissão técnica e da diretoria.

Ricardo Gluck Paul chega na CBF como vice-presidente e, por aqui, “mundiou” todos os seus opositores, e se calaram…

Então, telefono para o vice-presidente “cebefiano” e peço entrevista. “Prontamente, Zé. Sem problema”.

“Os problemas do mundo nunca poderão ser resolvidos se mantivermos o mesmo nível de pensamento que tínhamos quando os criamos”, dizia Albert Einstein.

Pra este velho jornalista, 2026 tem sido ditoso por ver as principais “locomotivas” do futebol brasileiro, no Mangueirão, com a possibilidade de o CR permanecer na elite, e o PSC voltar à B, e a VALE construindo os CTs, mas, segundo informações fidedignas, na área do Remo, em Outeiro, há imenso lençol freático, e precisa ser aterrado. (Foto: AI do PSC)  

É o que há!

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