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QUATRO HOMENS E UM DESTINO

Nada mais surpreendente – e ao mesmo tempo sedutor – do que a saga de quatro homens e um destino.
O pressentimento de Ícaro Sereni em dizer para o presidente da época, Roger Aguilera, “chama o Maia” foi coisa de Deus.
Advogado Alberto Maia, que muitos torcerem o rabo pelo seu retorno à Curuzu, é homem temente a Deus, congregando na Comunidade Santo Antônio Maria Zaccaria, no bairro de Fátima, onde a fé e a caridade são às essências da entidade cristã.
Maia aceitou o desafio de enfrentar o “gólgota”, mas chamou uma alma bondosa, que quando presidente bateu de porta em porta para quem o PSC devia, e pagou muitos, inclusive acertos para pagar a dívida com Arinelson, Vandik, que todos na Curuzu o amam fraternalmente.
Ainda com Roger Aguilera no comando, Maia buscou Marcelo Sant’Ana para ser o executivo, e este o “professor” Júnior Rocha, que é – ótimo técnico – um “oceano” de humildade.
Maia, Vandik, Marcelo Sant’Ana e Júnior Rocha sabiam do “calvário” que teriam pela frente, mas o poder da vida difícil está na forma de encarar as dificuldades com aplicação, competência com simplicidade e o coração humilde sem murmuração.
Problemas de todos os lados, mas os 4 tinham a “graça” (o dom imerecido de Deus); levar em frente o projeto planejado era a saga.
Comissão técnica e jogadores abraçaram o Clube que deu – e continua dando – às maiores glórias para o futebol da Amazônia, e cada um disse pra si mesmo: “Meu amor nunca morrerá por você, Paysandu”. É intuição deste velho jornalista, quando vejo Marcinho falando Paysandu.
Humilhado, achincalhado, “não falo com série C” (a série C é o único título de quem desfaz da competição), transfer ban (punição da FIFA pra quem deve), mas apareceu um Helder Barbalho e mandou o BANPARÁ pagar; Rossi, o enganador, querendo 5 milhões de reais, e finalmente, Recuperação Judicial, que amenizou, momentaneamente, as cobranças.
Em primeira instância, vitória sobre o processo do Borasi.
As nuances dessa trajetória são desafiadas por muita gente, como o advogado Bruno Castro, que chamo carinhosamente de “hulk”, comandando o departamento jurídico bicolor.
O impossível se tornou realidade: Parazão, Copa Norte e Copa Verde. Em meio às comemorações, Alberto Maia telefona para Roger Aguilera agradecendo e lhe oferece o título. É gratidão!
A fé, a graça, a humildade, a competência, aplicação, a vaidade harmônica do grupo, a disciplina, a ordem levarão o PSC à série B do ano que vem. “Maktub”.
É o que há!
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