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FIFA FECHA O CERCO ÀS RÁDIOS

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Indaguei do ótimo Guilherme Guerreiro porque a Rádio Clube do Pará não foi aos Estados Unidos cobrir a Copa do Mundo deste ano.

– Zé, os custos financeiros são inviáveis, e o mercado não corresponde, então preferimos fazer com a Rádio Bandeirantes-SP.

Para emissoras de Rádio terem acesso ao Centro Internacional de Transmissão da FIFA – IBC -, em Dalas, nos EU, teriam que pagar 500 mil dólares, que na cotação atual representa R$ 2,7 mi.

Pagando esta importância os profissionais das emissoras têm direito ao credenciamento que é pendurado no pescoço, porque dá direito ao transporte coletivo de graça e acessos às coletivas das seleções.

A rádio Tupi do Rio de Janeiro está fora.

Em 2006, o Grupo Liberal pagou 200 mil reais para que eu, Ivo Amaral, Walmir Rodrigues, Carlos Ferreira, Abner Luis e Redivaldo Lima tivéssemos acesso ao IBC, devidamente acomodados num box com bancada e telão.

A grande a maioria das emissoras brasileiras não foram a campo, preferindo fazer o “geladão” direto do IBC.

Outros confrades, que foram a Alemanha, preferiram ficar em hotéis, de onde transmitiram os jogos vendo na TV.

Para a Rádio Liberal transmitir direto dos campos de futebol 6 partidas, o Grupo pagou 3 mil euros (no câmbio, 4 por 1), 12 mil reais por partida, totalizando 60 mil reais.

Jogo de abertura, Alemanha 4 a 2 Costa Rica, no Allianz Arena, em Munique. Cabine para 3 assentos: narrador, comentarista e repórter.

Brasil 1 a 0 Croácia; Brasil 2 a 0 Austrália, e Brasil 4 a 1 Japão.

Classificada a seleção para às oitavas de final, não fomos a campo para Brasil 3 a 0 em Gana.

Fomos para o jogos contra a França. Brasil perde de 1 a 0.

Fomos para a final: eu, Walmir e Ivo Amaral, no estádio Olímpico de Berlim: Itália 1 x 1 França, no tempo normal. 0 x O na prorrogação. 5 a 3 Itália, nos pênaltis.

O momento inusitado do jogo: Zidane, na prorrogação, foi expulso por desferir cabeçada no peito de Materazzi.

Ir ao país (ou países sede) da Copa do Mundo deste ano, qualquer um pode ir, e, como hoje, às redes sociais permitem a cobertura de qualquer cidadão usando o celular, faz-se a cobertura da Copa do Mundo de forma periférica.

Nesta Copa do Mundo, a FIFA disponibilizou uma cadeira para o narrador de cada rádio, nas cabines, e os comentaristas e repórteres ficam no IBC.

Os jornalistas de jornais, que pagaram os direitos, têm acesso aos estádios com a liberdade de produzirem textos e fotos.

Cada vez mais, o cerco se fecha contra às rádios. Aqui no Brasil, o Petraglia, dono do Athletico-PR, quando da nova Arena da Baixada, determinou que as emissoras de rádio pagassem cotas para que transmitissem os jogos do Furacão.

Associação das rádios do Paraná bateu à porta da justiça e ganhou o direito das filiadas trabalharem no estádio do Athletico.

Para a FIFA a justiça é o dinheiro.

Está no país sede (ou sedes) é uma coisa, agora está dentro da Copa do Mundo depende de muita “baba”.

É o que há

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