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ARGENTINA, A SUCURI

Tudo que existe na terra é coisa de Deus.
E às coisas de Deus são inefáveis.
Então, é Deus no céu e Messi na terra. Perdão meus finos leitores pelo exagero em envolver Deus no mundo da bola.
Francamente, não tem nada que se compare a este jogador argentino em termos de futebol, aos 39 anos.
Desde que vi o primeiro jogo da seleção argentina que meus olhos se encheram de brilho, porque o jogo coletivo do time de Scaloni contra a Argélia (3 a 0, 3 gols de Messi) repetiu-se contra a Áustria com dois gols do gênio argentino.
Passes curtos de pé pra pé que envolve o adversário igual como faz uma sucuri quando laça a presa. Sufoca!
Penso que o gênio diz para os colegas: “Toca em mim que eu sei o que faço com a bola”.
Messi criou todas as situações de gols da Argentina contra a seleção comandada pelo alemão Ralf Rangnick, o criador da marcação sobre pressão na saída de bola do adversário, e que por aqui os “papagaios” brasileiros copiam.
Será que aparecerá um jogador, aos 39 anos de idade, pra fazer o que Messi tem feito em dois jogos?
Conhecendo seus limites, em campo, Messi não corre pra não se desgastar fisicamente, mas sabe se pocionar; fica numa faixa de campo como quem não quer nada, mas de repente “explode” como aconteceu contra a Áustria quando arrematou as duas finalizações para o gol de Alexander Schlager.
Os gênios da bola sabem calcular com maestria o mundo que o cerca dentro de campo de futebol, e com a bola nos pés ela se torna inseparável. Os psicólogos o chamam de inteligência cinestésica.
É o que há!
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