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INTUIÇÃO E “JORNALISMO DE ESCRITÓRIO”

Carlos Ancelotti é um técnico intuitivo.
Tem demonstrado essa qualidade, à beira do gramado, ao usar os dedos indicadores tocando nas partes laterais da sua cabeça. Ele está dizendo aos jogadores de meio-campo que é pra pensar o jogo.
No jogo contra o Japão, Danilo, o lateral-direito, e Casemiro, o volante, foram os piores do primeiro tempo.
O lateral errou o passe; Casemiro não deu combate no Kaishu Sano, o autor do gol, e não deveriam voltar para o segundo tempo.
Ancelotti contrariou minha ideia porque conhece os seus jogadores e sabe apreender seus conceitos sobre uma partida de futebol.
Contrariou a “Lei de Murphy”, que diz que “se algo pode dar errado, dará”. Ao contrário: deu tudo certo.
Tomara que continue contrariando a lógica, mas, que ao final, dê tudo certo para a seleção canarinho.
Por aqui, em campo, nada deu certo para a Tuna Luso Brasileira, que está sem calendário para o resto do ano, após ser eliminada da série D.
“Não se faz futebol sem dinheiro”, disse-me Vinícius Pacheco, o executivo luso, e cutucou a imprensa esportiva paraense ao revelar que o “jornalismo esportivo paraense é de escritório”.
“Vinícius, falas comigo?” Indaguei.
“Tu és o único repórter que vem aqui na Tuna vê às obras e bisbilhotar como anda às finanças do time. O resto faz jornalismo esportivo de escritório, telefonando”, pontuou.
Vinícius Pacheco teve a ousadia de revelar uma verdade que há muito está “escondida”, porque a grande imprensa esportiva desta terra – rádios, jornais e TVs – dependem dos “realizes” distribuídos pelas assessorias de imprensa de PSC, CR e TLB para fechamento das edições ou programas radiofônicos.
Matéria pra pesquisar é a que está sendo tramada por um vice-presidente da Federação Paraense de Futebol – que assume nesta quarta-feira, 1.07 – contra o presidente da Comissão de Arbitragem do Pará, Fernando José de Castro Rodrigues.
Como um vice-presidente conviverá com a arbitragem paraense? A resposta deve ser respondida pelo presidente Ricardo Gluck Paul, que está nos EUA.
Fernando Castro, que é professor da Academia de Arbitragem da CBF, foi convidado a defender sua tese de arbitragem brasileira na Universidade Federal de Minas Gerais.
É o que há!
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