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“A RODA COLETIVA”

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O Surrealismo foi um movimento artístico inventado pelo poeta e escritor francês André Breton, em 1924.

Reinventando a forma de criar o real de forma irreal.

Oscar Niemeyer, o “Pelé” da nova arquitetura, dizia que a “Linha reta não sonha”.

No jogo Espanha 2 a 0 França, pela semifinal da Copa do Mundo, o técnico Luis de La Fuente, em campo, plasmou o real de forma irreal com sua “roda coletiva”, marcando os franceses sem bola, e não dando espaço.

La Porte e Cubarsi, os zagueiros, não dão chutão, saem jogando de pé pra pé.

No meio-campo, Rodri delimitou, geograficamente, o espaço, não jogando pra trás e muito menos para os lados, saindo com a cabeça empinada com passes certeiros curtos e longos.

De forma técnica, tática, física e emocional, a seleção espanhola jogou marcando Dembele, Olise, Barcola e Mbapp sem bola. Colocou na roda e, assim como em 14 de julho de 1789 aconteceu a “Queda da Bastilha”, passados 237 anos, aconteceu a queda da França dentro do Dallas aos gritos de “olé”.

Se a bola não chegava em Olise e Mbappe, não havia transição rápida, e o ataque francês não ameaçou a zaga espanhola.

A arma de La Fuente foi a marcação sem bola, a roda coletiva prevaleceu sobre a qualidade individual dos franceses.

Do goleiro ao atacante, a seleção espanhola teve um pensador – Luis de La Fuente –  que viu como a poderosa França jogava e aplicou o antídoto: a roda coletiva.

É o que há!  

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