Uncategorized
TIRANDO LEITE DE PEDRA

Há quem faça jornalismo esportivo em Belém “achando”. É a praga do “achismo”.
“Quem tudo “acha” não tem convicção no que diz”, simplifica Marilena Chaui, filósofa e escritora brasileira.
Há “jornalistas” nas redes sociais que fazem jornalismo esportivo conforme a bílis.
Junior Rocha, técnico bicolor, está sendo “martirizado” por àqueles que se dizem “formadores de opiniões”, porque a onzena alviceleste perdeu para o ruim time do Amazonas.
Afirmar que o time bicolor está jogando pedras em mangueiras porque o técnico perdeu o comando, é ser, na pior das hipóteses, leviano, posto que não há fatos substantivos que comprovem a possível “verdade escondida” nos intramuros da Curuzu.
Várias chances foi dada ao zagueiro Castro, após atos de indisciplinas foi mandado embora e não tugiu e nem mugiu. Saiu calado. Ninguém saiu em defesa do ótimo zagueiro.
Com Castro (“bom de bola, mas ruim da bola”) foram embora Lucão e Quintana. Enfraqueceu a zaga, principalmente em altura.
Uma das principais funções do jornalismo é saber ver o mundo que o cerca e não escrever por escrever ou fazer vídeos em busca de seguidores. Não pensam.
Antes de noticiar o fato tem que pensar, e os que escrevem porque pensão são escassos nesta terra em que tudo é copiado, inclusive a linguagem.
Vandik, ex-jogador, ex-dirigente, conhece a fundo os “segredos ocultos” de um vestiário. Cá pra nós: não teria detectada a má vontade dos atletas para com o técnico? A corda já teria arrebentada…
Meu “papagainho” informa-me que à tarde desta terça-feira, 28, a alta cúpula bicolor, comissão técnica e jogadores se olharam na retina. Marcinho, Edilson e Gabriel Mesquita, os líderes do plantel, reafirmaram a liderança de Júnior Rocha, e que o “Paysandu é um time a ser batido”.
O pior dos adversários sabe como o Paysandu joga e vem pra cima com “sangue no olho” aplicando o antídoto pra cima de Edilson, Marcinho e os que jogam pelos lados.
Ao técnico cabe reinventar as variações táticas para que os líderes, em campo, fujam da forte marcação, principalmente Marcinho que tem um na marcação e outro na sobra.
Paysandu não tem dinheiro para contratar ótimos jogadores, e, então, Junior Rocha tem que tirar leite de pedra.
Além de ser “jogo de erros”, “futebol é incerteza e acaso, incidentes e acidentes”, expressão mais que verdadeira de Pep Guardiola.
É o que há!
![]()
