INSULTO OU CARÁTER?

1 – Há 48 anos, vivo o futebol paraense nu e cru.
Por ser jornalista de idéias, sou mal compreendido por ter coragem de escrever e falar o que penso sobre o nosso futebol.
Moramos sob arquibancadas. Há hospital na porta de estádio.
Inacreditável que estas expressões saíram da alma e da boca do presidente da Federação Paraense de Futebol (FPF) e vice-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF): “O Paysandu, se perceber esse jogo de compadre até os 40 (do segundo tempo), a minha orientação é – e não sou presidente do clube e não falo como Federação, falo aqui como ex-presidente e torcedor -, que entregue o jogo para acabar com essa armação, porque eles têm que jogar lá para valer e eles não jogaram para valer. Estou indignado com tudo o que aconteceu. Isso é revoltante”, infeliz ideia de Ricardo Gluck Paul.
Por ironia do destino, quis os deuses do futebol que o jogo Brusque e Paysandu, por insegurança do estádio, foi suspenso, e, por conseguinte, Ferroviária de Inter de Limeira, também.
Reputo Ricardo Paul pessoa inteligente e se não fosse não chegaria aonde chegou no futebol brasileiro.
O consagrado Jaime Bastos dizia que ele queria ter “dez segundos de imbecilidade”, num contraponto a ideia de Andy Warhol de que todo ser humano tem “15 minutos de fama”.
A expressão do nosso dirigente maior é um insulto ou a marca do seu caráter? Não achem nada, pensem.
2 – Aos que me cobraram opinião sobre o acanhado estádio “Augusto Bauer”, na cidade de Brusque-SC.
Que moral tenho como jornalista de criticar “o balança mas não cai” se eu vi o PSC ser campeão brasileiro, em 1991, num estádio em que houve “muro humano” e enlameado? Poupem-me.
É o que há!




